Em meio à polêmica em torno de uma possível mudança no calendário de pagamento dos servidores públicos estaduais, o secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, afirmou que nenhuma medida que impacte a vida dos trabalhadores será mais anunciada “via imprensa”.
Na semana passada, o adiamento de uma reunião que deveria ocorrer entre o Fórum Sindical e o Governo do Estado acirrou os ânimos de representantes sindicais.
Isto porque os servidores disseram que só tomaram conhecimento do adiamento da reunião no momento em que o governador Pedro Taques (PSDB) concedia uma entrevista ao programa "Bom Dia, Mato Grosso", da TV Centro América (Canal 4).
“Na última reunião que tivemos com os servidores, da qual participou o govenador Pedro Taques, firmamos um compromisso com eles. Adotamos a postura de, antes de lançar qualquer medida relacionada aos servidores, vamos reuni-los e anunciar primeiro a eles”, disse Modesto.
“Não vai mais haver mais a história de o servidor saber pela imprensa das medidas que afetam a vida deles”, completou o secretário.

Nos últimos dias, representantes do Fórum e do Governo do Estado têm debatido a proposta de alterar o pagamento dos servidores, que atualmente acontece no último dia do mês.
A ideia é que o pagamento seja alterado para uma data entre 5 e 10 do mês subsequente ao trabalhado.
A proposta foi sugerida pelo governador Pedro Taques e, segundo ele, a medida é necessária para enfrentar a crise econômica e evitar atraso no pagamento dos servidores.
Segundo Taques, o Estado tem uma folha salarial de R$ 610 milhões por mês, e a maior parte de arrecadação do ICMS se dá entre os dias 5 e 10.
“Nesse período é onde existe a chamada substituição tributária da Petrobras, dos combustíveis, que é a maior parte do ICMS arrecadado mensalmente”, afirmou.
“Nós estamos conversando com os servidores, mostramos os números, abrimos a planilha, mostramos a realidade. Mas não está decidido isso ainda, estamos debatendo”, disse o governador, em entrevistas recentes.
Retrocesso
Os representantes do Fórum, no entanto, têm-se mostrado resistentes quanto à proposta de alteração.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma), Oscarlino Alves, chegou a classificar a proposta como um “retrocesso”.
“Essa alteração é uma penalização aplicada ao trabalhador, pois o Fórum Sindical conseguiu, há dez anos, alterar a data de pagamento para o final de todo mês. Muitos servidores vão ter prejuízo”, disse.
“Toda essa situação é um grande retrocesso, porque os servidores têm um calendário de pagamento e fazem seus planejamentos a partir disso. Isso pode deixar muita gente sem dinheiro”, explicou.
Uma nova reunião entre o Governo e o Fórum está marcada para esta terça-feira (19).
Além do calendário de pagamentos da folha salarial, também será debatido o 13º dos servidores e a Revisão Geral Anual (RGA) de 2016.
Leia mais sobre o assunto:
Sindicalistas classificam mudança na data como "retrocesso"
Pedro Taques fala em pagar salário até o quinto dia útil
Taques garante que vai pagar o salário de janeiro no dia 30
Governo discute com Fórum alteração na data de pagamento
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
|
0 Comentário(s).
|