Se a saída de Pedro já havia acendido um alerta no BBB 26, outros episódios recentes passaram longe de ser pontuais.
Em uma semana de programa, a Globo precisou lidar com situações extremas: o ator Henri Castelli deixou o reality após sofrer duas convulsões, e a candidata Rafaella Farias desmaiou durante uma prova no quarto branco.
Casos diferentes, mas que colocaram a emissora no centro do debate sobre limite, responsabilidade e tempo de reação.
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
O assunto foi parar no Ministério da Fofoca, do Metrópoles, e virou análise mais ampla sobre a condução do programa. Para além de um participante específico, a crítica passou a mirar a forma como a Globo tem lidado com episódios que exigiriam respostas imediatas, conforme destacou o colunista Lucas Pasin.
“O que está sendo constrangedor na TV Globo nessa primeira semana de BBB é justamente a demora para agir em situações que precisam de pressa. São muito casos que deveriam ligar o alerta na Globo de que eles precisam agir rápido. Sei que eles são cautelosos, que não dá para tomar qualquer resolução muito rápido. Mas são casos extremos”, opinou Pasin.
Na sequência, Lucas apontou uma possível e plausível origem do problema: o processo de escolha dos participantes. A avaliação do colunista é de que a responsabilidade não se dilui no público, nem pode ser transferida para a audiência.
“A responsabilidade de colocar pessoas no Big Brother é da TV Globo. Nunca vai ser do público que está assistindo. E, por isso, precisa ser feita uma seleção muito criterioso. Muito mais criteriosa do que a gente viu que foi feita para o Pedro entrar. Ele mostrou muito rápido que não era um participante adequado para o BBB 26”, afirmou.
Por fim, Pasin ainda destacou o discurso adotado pela própria edição, que vende a ideia de que o público é corresponsável pelas escolhas. Para ele, a narrativa não se sustenta diante de episódios que exigem avaliação técnica e psicológica.
“Todos acabaram muito afetados pelo Pedro. Essa edição se vende como a que o público escolhe os Pipoca para entrar no jogo. Como se a responsabilidade fosse do público. Isso serve para mostrar para a Globo que a responsabilidade nunca vai poder ser do público. Porque o público nunca vai poder analisar se o participante tem alguma questão psicológica, ou algum passado que compromete a participação no programa. Quem tem que fazer isso é a TV Globo”, concluiu o colunista.
|
0 Comentário(s).
|