A semana foi marcada pela Operação Gorjeta, deflagrada na manhã da última terça-feira (27) com o objetivo de apurar desvio de recursos públicos da Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes. Entre os alvos, está o vereador Chico 2000, que já havia sido afastado por esquema de propina em meados do ano passado.
Além do vereador, outros servidores públicos e empresas privadas são alvos, como o empresário João Nery Chiroli, da Chiroli Uniformes, e o presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), Alex Jones Silva.
Outro destaque foi o embate entre o ex-governador Blairo Maggi e o senador Jayme Campos (União), em relação a uma liminar obtida judicialmente.
De acordo com Jayme, o megaprodutor teria deixado de recolher R$ 2 bilhões aos cofres públicos. No entanto, Blairo afirmou que pagou R$ 415 milhões ao fundo no ano passado, e negou a existência da suposta liminar.
Operação na Câmara
O vereador Chico 2000 (PL) foi afastado do cargo por decisão judicial após ser alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (27). A investigação apura crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com suspeita de desvio de recursos públicos em Cuiabá, especialmente na Câmara Municipal e na Secretaria Municipal de Esportes.
Antes disso, Chico 2000 já havia sido afastado em 2025, quando ele e o vereador Sargento Joelson (PSB) foram alvos da Operação Perfídia, em 29 de abril. Na ocasião, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e a Justiça determinou medidas como apreensão de passaportes e proibição de acesso à Câmara.
Victor Ostetti/MidiaNews
Vereador Chico 2000
Ainda em 2025, Chico 2000 também foi alvo da Operação Rescaldo, deflagrada em junho pela Polícia Federal, para apurar crimes eleitorais durante o pleito de 2024. A apuração começou após uma notícia-crime que apontava que ele teria oferecido vantagens indevidas a eleitores em troca de votos, e foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão.
Na Operação Gorjeta, são cumpridas 75 ordens judiciais, incluindo 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados de celulares. Além do vereador, são alvos servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas privadas e empresário, com medidas cautelares como restrição de contato, entrega de passaportes e proibição de frequentar órgãos públicos.
O empresário João Nery Chiroli, da Chiroli Uniformes, e o presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), Alex Jones Silva, são alvos da Operação.
As investigações apontam que seis vereadores (Chico 2000; Luiz Fernando (Republicanos); Kássio Coelho (Podemos); Wilson Kero Kero (PMB); Lilo Pinheiro (PP); e Dídimo Vovô (PSB)) destinaram R$ 5,5 milhões em emendas ao Ibrace, fundado em 2021, sendo Chico 2000 o principal responsável pelos repasses, com R$ 3,5 milhões.
O delegado Henrique Trevizan pediu a prisão preventiva de Chico 2000, do empresário João Nery Chiroli e do presidente do instituto, Alex Jony Silva, mas o juiz Cássio Leite de Barros Netto negou o pedido por considerar a medida prematura, mantendo afastamentos, bloqueios de R$ 676 mil e sequestro de bens.
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Embate Jayme Campos e Blairo Maggi
Victor Ostetti/MidiaNews
Jayme Campos acusa Blairo Maggi de dívidas
O ex-ministro da Agricultura e ex-governador Blairo Maggi rebateu, nesta terça-feira, a declaração do senador Jayme Campos (União Brasil) de que empresas do Grupo Amaggi não pagariam o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) por conta de uma liminar judicial, o que teria gerado uma suposta dívida de R$ 2 bilhões.
Jayme fez a acusação em entrevista, afirmando que Blairo Maggi e outros “barões” do agronegócio estariam isentos do pagamento por decisão da Justiça. Segundo ele, cerca de 51 beneficiados estariam sob a mesma condição, e o senador classificou a situação como uma “máfia”.
Blairo negou a existência de liminar e disse que a Amaggi pagou R$ 415 milhões ao Fethab no ano passado. Ele afirmou que paga esse valor anualmente e declarou que todos os produtores recolhem o fundo.
Ainda na resposta, Blairo desafiou Jayme a apresentar a suposta liminar, oferecendo R$ 100 mil a quem comprovasse o documento. Ele também negou qualquer dívida com o fundo estadual.
Após a repercussão, Jayme admitiu que “chutou” o valor de R$ 2 bilhões e disse não ter cálculos oficiais sobre os pagamentos da Amaggi. Mesmo assim, afirmou que sua crítica tem caráter político e moral, defendendo que seria injusto a maioria dos produtores pagar o Fethab enquanto um grupo restrito de grandes empresários deixaria de recolher o tributo por força de liminares.
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Jovem recém-casado morre a caminho de lua de mel
O jovem Rômulo Guilherme Franco de Freitas, de 22 anos, morreu a caminho de sua lua de mel, segundo informações do G1, em um acidente entre quatro veículos, na tarde desta quarta-feira (28). Na ocasião, outras três pessoas ficaram feridas, inclusive sua esposa, de 18 anos.
Segundo informações, o casal havia se casado pela manhã e seguia para Chapada dos Guimarães, onde passaria os próximos dias.
O acidente na BR-364, no município de Jaciara, a cerca de 147 quilômetros de Cuiabá, e um dos envolvidos, motorista de um caminhão, relatou falha nos freios, o que deu início às colisões.
Não há informações sobre o estado de saúde dos sobreviventes, e a Polícia Civil investiga o caso.
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Secretária rebate críticas por arma de fogo
A secretária municipal de Ordem Pública de Cuiabá (SORP), Juliana Palhares, rebateu críticas recebidas nos últimos meses por portar arma de fogo e distintivo de delegada durante sua atuação na gestão municipal. Ela chegou a ser alvo de uma representação na Corregedoria da Polícia Civil, mas o procedimento não resultou em punição.
Ao MidiaNews, Palhares afirmou que opositores tentam criticar “detalhes” porque não haveria questionamentos sobre o trabalho que ela diz estar entregando à frente da Pasta. Segundo ela, a repercussão seria “muito barulho por nada” e que as críticas surgem por falta de argumentos contra sua atuação.
“É muito barulho por nada. Acho que como as pessoas não têm o que falar e pensam: ‘Vamos achar alguma coisa para falar’. Mas estou muito tranquila”, disse.
A secretária sustentou que, mesmo cedida para atuar na Prefeitura de Cuiabá na gestão do prefeito Abilio Brunini (PL), mantém as prerrogativas do cargo de origem. Ela disse que continua sendo delegada e, por isso, seu porte de arma e distintivo seguem válidos, além de ter o dever de agir ao se deparar com situações de crime.
Palhares também afirmou que, nas ocasiões em que estava armada, participava de operações com a Polícia Civil, o que, segundo ela, não configuraria irregularidade. Para a secretária, o uso do armamento e do distintivo faz parte das atribuições inerentes à função policial.
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Professor tenta matar ex na frente do filho
O ex-candidato a vereador e pedagogo Cleyton Reis Divino foi preso na manhã de domingo (25) após ser flagrado agredindo a ex-esposa, Karla Dutra, no distrito de Pingo D’Água, na zona rural de Querência (755 km de Cuiabá). A vítima relatou que os dois estavam separados havia cerca de seis meses.
Reprodução
Cleyton agride Karla em frente ao filho de 2 anos
Segundo a Polícia Militar, a mulher chegou em casa por volta das 6h e foi surpreendida pelo ex-companheiro dentro da residência. Ele teria segurado a vítima pelo braço e feito ameaças para forçá-la a reatar o relacionamento, dizendo: “Ou reatamos, ou o destino será você no caixão e eu na cadeira”.
Ainda conforme o relato, ao tentar fugir, a vítima foi arrastada para dentro do imóvel, onde foi enforcada e agredida. As agressões foram presenciadas pelo filho do casal, de 2 anos, e imagens do circuito de segurança registraram o momento da violência, incluindo a intervenção de uma vizinha.
Em entrevista ao SBT Cuiabá, Karla disse ter convicção de que corre risco de ser vítima de feminicídio e afirmou que o agressor prometeu matá-la caso fosse denunciado. Ela relatou que antes sofria agressões psicológicas, com ameaças de morte, e disse temer também pela segurança do filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Após o ataque, a vítima procurou a Polícia Militar, que localizou Cleyton e o encaminhou à delegacia. A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão do suspeito, convertendo o flagrante em prisão preventiva, e a mulher solicitou medidas protetivas de urgência; o caso segue sob investigação.
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Prefeito fala sobre tirar IPTU de casa em ruas sem asfalto
O prefeito Abilio Brunini (PL) anunciou, nesta quarta-feira (28) que enviará à Câmara Municipal um projeto de lei para isentar do pagamento do IPTU a moradores que vivem em ruas sem pavimentação asfáltica.
Segundo ele, a medida busca corrigir uma distorção enfrentada por famílias que pagam o imposto, mas convivem há décadas com poeira na seca e lama no período chuvoso.
Abilio afirmou que a proposta prevê a cobrança do IPTU apenas em vias que já tenham asfalto e disse que a isenção terá caráter temporário, vinculada a um plano de investimentos em obras. Ele declarou que o município já garantiu cerca de R$ 120 milhões para ampliar a malha asfáltica ainda neste ano.
O prefeito disse que vai articular a tramitação do projeto com os vereadores, com apoio da presidência da Câmara, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e da liderança do governo.
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Governador exonera servidores da Politec, Ses, Detran e Seduc
Mayke Toscano/Secom-MT
Governador Mauro Mendes
O governador Mauro Mendes (União) exonerou 14 servidores dos órgãos Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Seduc (Secretaria de Estado de Educação), Ses (Secretaria de Estado de Saúde) e Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica), após processos administrativos disciplinares (PADs) apontarem o uso irregular do cargo para apropriação indevida de recursos públicos.
Entre os exonerados está o médico Roberto Satoshi Yoshida, que atuou como diretor técnico do Hospital Regional de Sorriso.
Apesar disso, o PAD concluiu que Yoshida mantinha contratos de prestação de serviços, por meio de uma empresa particular, prática proibida pela legislação. Outro punido foi Manoel José de Moraes, servidor do Detran, que teve a aposentadoria cassada; ao todo, sete servidores do departamento foram penalizados.
Segundo os processos, eles teriam cometido atos de improbidade administrativa, causado prejuízos aos cofres públicos, dilapidado o patrimônio estadual ou infringido proibições legais.
Veja os nomes:
Vilson Antunes Ferraz – Seduc
Tarcísio Mundin Ottonelli – Detran
Silvio José Bueno de Almeida – Detran
Rosângela Souza da Silva – Seduc
Roberto Satoshi Yoshida – SES
Osvaldo Gasparini – Politec
Osvaldo Fernandes Torres Junior – Detran
Marcos Gomes de Lima – SES
Isabella Rachel Rodrigues Ajala – Seduc
Hellen Patrícia Aparecida da Silva – Seduc
João Celso de Macedo – Detran
Bernardo Pimentel Barroso – Detran
Manoel José de Moraes – Detran (cassação de aposentadoria)
Alexandre de Oliveira – Detran (exoneração de ofício)
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