Cuiabá, Sexta-Feira, 27 de Fevereiro de 2026
ACUSADA DE TRÁFICO E LAVAGEM
27.02.2026 | 17h55 Tamanho do texto A- A+

Alvo de operação, médica passa por audiência e segue presa em MT

Naiara Batistello Barbosa é investigada pela Polícia Civil da Paraíba; ela foi presa em Nova Santa Helena

Reprodução

A médica Naiara Batistello Barbosa, que foi presa pela Polícia Civil em Nova Santa Helena

A médica Naiara Batistello Barbosa, que foi presa pela Polícia Civil em Nova Santa Helena

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

A médica Naiara Batistello Barbosa, acusada de integrar um esquema interestadual de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, passou por audiência de custódia e segue presa em Mato Grosso. Ela foi detida em Nova Santa Helena, nesta quinta-feira (26).

 

A audiência foi realizada pela juíza Cláudia Anffe Nunes da Cunha, do Núcleo de Garantias de Sinop, nesta sexta-feira (27).

 

A médica teve o mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Regional do Juízo das Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba, no âmbito da Operação Argos, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba. A prisão  foi cumprida pela Delegacia Regional de Guarantã do Norte.

 

Durante a audiência, Naiara declarou expressamente que não sofreu tortura ou qualquer tipo de abuso por parte dos policiais no momento da prisão, conforme despacho da magistrada. O Ministério Público e a defesa foram ouvidos, mas não apresentaram requerimentos.

 

Ainda no despacho, a magistrada determinou a comunicação ao juízo que expediu o mandado acerca do cumprimento da prisão e da realização da audiência de custódia. Também ordenou a coleta biométrica da presa e o lançamento dos dados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP).

 

Não há informações sobre para qual presídio ela foi encaminhada.

 

Segundo investigação da Polícia Civil da Paraíba, a médica integra o núcleo financeiro da organização criminosa, que teria movimentado cerca de R$ 500 milhões desde 2023. Naiara seria responsável por receber e movimentar recursos oriundos do tráfico de drogas.

 

“Essa médica fazia parte do núcleo de lavagem dessa organização criminosa liderada por um traficante que mora e foi preso no Estado de São Paulo, Jamilton Alves Franco”, informou uma fonte da instituição ao MidiaNews.

 

“Ela era uma das pessoas que recebia muitos recursos de traficantes, tanto no Estado de São Paulo como no Estado da Paraíba, movimentações suspeitas, altíssimas, em grande volume, no curto espaço de tempo. Ela não tem justificativa nenhuma para ter movimentado isso, e pelo fato de muitos criminosos transacionarem com ela, e também pelo fato de ela ter feito medicina na Bolívia, a gente constatou isso”, complementou.

 

Possível cooptação na Bolívia

 

Naiara cursou Medicina na Bolívia e realizou o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos) no Brasil. Por isso, a Polícia Civil investiga se ela pode ter sido cooptada por traficantes do país vizinho ainda na época da graduação.

 

“A gente suspeita que ela pode ter sido cooptada por traficantes daquela região, que tem um tráfico muito forte de cocaína. Inclusive, a organização criminosa é especialista em fornecer cocaína para o Estado da Paraíba. Ela é a maior fornecedora de cocaína para o Estado da Paraíba”, informou.

 

Conforme as investigações, Naiara mantinha contato direto com Jamilton e com operadores que atuavam sob seu comando.

 

Operação Argos

 

A Operação Argos foi deflagrada na Paraíba, São Paulo, Bahia e Mato Grosso para o cumprimento de 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão em 13 cidades.

 

O foco principal é a descapitalização da estrutura criminosa, com bloqueio judicial de R$ 104.881.124,34 em ativos financeiros. Também foram determinados o sequestro de 13 imóveis de alto padrão e de 40 veículos de luxo, avaliados em mais de R$ 8 milhões.

 

Segundo a Polícia Civil da Paraíba, a organização funcionava como uma verdadeira “holding do crime”, com divisão profissional de tarefas. O esquema incluía o transporte de entorpecentes em carretas de empresas formalmente constituídas e um núcleo financeiro especializado em lavagem de dinheiro. Desde 2023, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 500 milhões.

 

Leia mais: 

 

Saiba quem é a médica acusada de lavar dinheiro do tráfico em MT

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