Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
VIOLÊNCIA
20.08.2024 | 14h34 Tamanho do texto A- A+

Ex se diz insegura e juíza mantém tornozeleira em advogado

Nauder Júnior Alves Andrade é acusado de tentar matar a então namorada com golpes de barra de ferro

Montagem/MidiaNews

A juíza Ana Graziela Vaz, que manteve tornozeleira no advogado Nauder Andrade (no detalhe)

A juíza Ana Graziela Vaz, que manteve tornozeleira no advogado Nauder Andrade (no detalhe)

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

A Justiça prorrogou por mais 90 dias o uso da tornozeleira eletrônica imposta ao advogado Nauder Júnior Alves Andrade, acusado de tentativa de feminicídio contra a ex-namorada, em Cuiabá.

 

A vítima continua em extrema situação de vulnerabilidade, ao ponto de viver ocultada e presa em seus próprios medos,

A decisão é assinada pela juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, e foi publicada nesta segunda-feira (19).

 

O crime ocorreu no dia 18 de agosto do ano passado em um condomínio de Cuiabá. A vítima foi agredida com socos, chutes e golpes de barra de ferro, segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE). Ele nega.

 

Nauder foi solto em maio deste ano por decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, mediante o cumprimento de algumas medidas cautelares, dentre elas o monitoramento eletrônico pelo prazo de 90 dias.

 

O pedido para prorrogação do uso da tornozeleira foi feito pela vítima, que informou não se sentir segura com o acusado sem o equipamento. O MPE se manifestou favorável.

 

Na decisão, a juíza frisou ser necessária a continuidade do monitoramento eletrônico para resguardar a integridade física e psicológica da vítima.

 

“Pelo que se vê, a vítima continua em extrema situação de vulnerabilidade, ao ponto de viver ocultada e presa em seus próprios medos, justamente por temer que sua vida seja ceifada pelo autuado”, escreveu.

 

“Logo, ao ponderar a gravidade dos fatos (tentativa de feminicídio), aliado ao temor imprimido na vítima e suas consequências e, ainda, o tempo de monitoração remota – 90 (noventa) dias – constato que não há desproporção nem inadequação na imposição e na prorrogação do uso de tornozeleira eletrônica”, acrescentou.

 

O caso 

 

Conforme a denúncia do MPE, o casal namorou por 12 anos e a relação sempre foi conturbada por conta do comportamento agressivo do advogado, que seria usuário de entorpecentes.

 

No dia 18 de agosto, segundo a acusação, o casal estava na residência da vítima já deitado, dormindo, quando por volta das 3h da madrugada Nauder se levantou e foi até o banheiro, onde teria usado drogas.

 

Ao voltar para o quarto, diz a denúncia, ele tentou manter relações sexuais com a vítima. Diante da recusa, Nauder teria passado a agredi-la com violentos socos e chutes, além de impedir por horas que ela saísse de casa.

 

Conforme o MPE,  ele pegou uma barra de ferro usada para reforçar a segurança da porta da residência e passou a golpeá-la e a enforcá-la.

 

A vítima chegou a desmaiar e, ao retomar os sentidos, aproveitou a distração do namorado para pegar a chave e fugir.

 

Ela buscou por socorro e foi levado para um hospital. Segundo o médico que a atendeu “ela não morreu por ser forte, ou algo sobrenatural explica sua sobrevivência”.

 

O advogado foi pronunciado  a júri popular por tentativa de feminicídio. A data do julgamento ainda não foi marcada.

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