A Justiça determinou o desbloqueio de R$ 183 mil da advogada Sandra Mara de Almeida em uma ação que ela responde por suposto ato de improbidade administrativa proveniente da Operação Zaqueus.

A decisão é assinada pela juíza Célia Vidotti, da Vara Especializada em Ações Coletivas, e foi publicada nesta segunda-feira (26).
Deflagrada pela Polícia Civil em 2017, a Zaqueus investigou um esquema que teria reduzido a dívida tributária da empresa Caramuru Alimentos de R$ 65,9 milhões para R$ 315 mil, em troca de uma propina de R$ 1,8 milhão.
Ao todo, os acusados tiveram R$ 3 milhões indisponibilizados. Sandra era a única que ainda estava com os bens bloqueados.
Também respondem a ação os ex-agentes de tributos do Estado André Fantoni, Alfredo Menezes Mattos Junior e Farley Coelho Moutinho, além dos representantes da Caramuru, Alberto de Souza Junior e Walter Souza Júnior, e o advogado Themystocles Figueiredo.
Na decisão, a juíza citou a nova Lei de Improbidade Administrativa, que impõe que a indisponibilidade só pode ser deferida mediante a demonstração de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado do processo, o que não seria o caso.
“Diante do exposto, não sendo demonstrado, no caso concreto, o perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, defiro o pedido e revogo a indisponibilidade de bens decretada em desfavor da requerida Sandra Mara de Almeida”, destacou a magistrada na decisão.
O esquema
O esquema chegou ao conhecimento dos investigadores após o advogado Themystocles Ney de Azevedo de Figueiredo, supostamente “contratado” para lavar o dinheiro da propina, procurar as autoridades para negociar uma delação premiada.
Na Delegacia Fazendária, o advogado afirmou ter tido medo de ver seu nome envolvido numa investigação após conhecer, por meio da imprensa, outra denúncia envolvendo a Caramuru Alimentos S/A, na campanha eleitoral de 2016.
O Ministério Público acusa Fantoni de ser o líder do esquema.
Ele, Alfredo e Farley respondem ação penal pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraude processual, coação no curso do processo, estelionato e associação criminosa.
Os três foram demitidos do Governo do Estado. Farley até conseguiu retornar ao cargo público, mas foi demitido novamente.
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