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MORTE DE ADVOGADO
30.08.2022 | 16h59 Tamanho do texto A- A+

Justiça mantém prisão temporária de ex-presidente de sindicato

Antônio Padilha de Carvalho foi assassinado no dia 4 de dezembro de 2019 em Cuiabá

Reprodução/ MidiaNews

Antônio Padilha foi seguido por dupla em moto até o local do homicídio

Antônio Padilha foi seguido por dupla em moto até o local do homicídio

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

A Justiça manteve a prisão do ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Avulsos (Sintramm), Adinaor Farias da Costa, investigado pelo homicídio do advogado Antônio Padilha de Carvalho.

 

A decisão foi assinada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 10ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, que indeferiu um pedido de revogação da prisão temporária.

 

De acordo com o magistrado, “não houve alteração fática ou jurídica que permita a revogação da cautelar decretada [por ele] anteriormente”.

 

Segundo o juiz, no pedido a defesa não trouxe nada que modificasse o “entendimento proferido”. Portanto, se mantém os motivos que levaram à prisão do sindicalista.

 

Conforme as investigações, o crime foi motivado após uma ação postulada pelo advogado na Justiça do Trabalho para destituir os dirigentes do sindicato.

 

Até o momento foram presos o ex-tesoureiro do sindicato, Joemir Ermenegildo, e os ex-sidicalistas Alisson Tiago de Assis Silva e Rafael de Almeida Saraiva. Eles tentam recorrer da prisão.

 

A investigação é coordenada pelo delegado Marcel Gomes de Oliveira, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, com a supervisão do delegado titular da unidade, Fausto Freitas.

 

As investigações contaram com o apoio de outros 30 policiais da unidade entre equipes de gerência e operações especiais.

 

Relembre o caso

 

Antônio Padilha foi executado a tiros no dia 4 de dezembro de 2019 ao parar em um semáforo da Rua Benedito de Camargo, esquina com a Avenida dos Trabalhadores, tradicional e movimentada via da Capital.

 

A partir da análise de filmagens de câmeras de segurança durante o trajeto percorrido por Antônio, os investigadores identificaram que dois homens em uma motocicleta preta o seguiram desde que ele saiu de casa, no Bairro Altos do Coxipó, até o ponto onde o crime ocorreu, no Jardim Leblon. 

 

Uma das hipóteses iniciais era a de que Antônio teria sido vítima de uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte). Essa hipótese, no entanto, foi descartada no curso das investigações.

 

Antônio foi executado à queima-roupa quando parou no semáforo e a esposa chegou a ser atingida por alguns estilhaços.

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