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23.09.2024 | 11h46 Tamanho do texto A- A+

Procurador recorre da decisão que anulou o "vídeo do paletó"

Prefeito de Cuiabá foi gravando recebendo maços de dinheiro no Palácio Paiaguás, quando era deputado

Reprodução

Momento em que Emanuel Pinheiro coloca dinheiro no bolso do paletó

Momento em que Emanuel Pinheiro coloca dinheiro no bolso do paletó

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a anulação do vídeo em que o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) aparece colocando maços de dinheiro no paletó, quando era deputado estadual.

 

A decisão foi tomada pela 4ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF-1), em julho, e resultou no arquivamento da ação penal em que Emanuel e outros setes políticos respondiam por recebimento de “mensalinho” na época do Governo Silval Barbosa.

 

O recurso especial é assinado pelo procurador regional José Robalinho Cavalcanti e protocolado no TRF-1, neste domingo (22), para ser encaminhado ao STJ.

 

O vídeo – que embasou a denúncia do MPF contra Emanuel e outros políticos – foi anulado pois o TRF-1 entendeu que imagens como aquelas só podem ser usadas como prova para a defesa e não para a acusação.

 

O procurador, no entanto, argumentou que “a gravação por um dos interlocutores deve ser admitida no processo penal”, pois ele entende que “deve ser realizada ponderação quanto aos bens jurídicos envolvidos, admitindo-se a gravação ambiental em casos de maior sensibilidade e interesse público”.

 

“E de que é possível a apresentação de gravação ambiental pela defesa no contexto de colaboração premiada, ainda que produzida sem autorização judicial, vez que se trata no caso – insista-se, à exaustão – de ‘matéria de defesa’, nos termos da Lei”.

 

Se o recurso foi concedido ao MPF, a ação penal que tramitava na Quinta Vara Federal é desarquivada, e Emanuel volta a ser réu na ação.

 

Entenda

 

Além de Emanuel, também se livraram da ação os ex-deputados José Joaquim de Souza Filho (Baiano Filho), Luiz Marinho, Luciane Bezerra, Gilmar Fabris, Carlos Antônio de Azambuja, Ezequiel Fonseca e Airton Rondina Luiz (Airton Português).

 

O grupo foi filmado pelo então chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Correa, recebendo maços de dinheiro. O caso de Emanuel, o mais emblemático por ele ter colocado as notas no bolso, ficou conhecido como “Caso Paletó”.

 

Segundo contou Silval em sua delação premiada, ele firmou acordo com parlamentares para manter a governabilidade, ter as contas do governo aprovadas, os interesses do Poder Executivo priorizados na Assembleia e não ter nenhum dos membros do alto escalão do Estado investigado em CPI.

 

Em troca, os deputados teriam recebido uma espécie de “mensalinho” no valor de R$ 600 mil, que teriam sido divididos em 12 vezes de R$ 50 mil.

 

Ainda conforme a delação, os valores eram pagos a partir de retornos de recursos do programa MT Integrado, de incentivos fiscais e das obras relativas à Copa do Mundo de 2014.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Juiz arquiva ação penal; Emanuel e mais sete são beneficiados

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2 Comentário(s).

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Ambrósio   23.09.24 19h55
Essa anulação é simplesmente um tapa na cara de todo cidadão de bem brasileiro.
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Derysi Cuneat  23.09.24 14h48
Brasiiiiililililililililili
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