Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
DANOS MORAIS
20.02.2025 | 08h23 Tamanho do texto A- A+

Uber terá que indenizar cuiabana que teve a conta bloqueada

Empresa apontou calote em corrida, que ela pagou diretamente ao motorista parceiro

Divulgação

Motorista com o celular aberto no aplicativo Uber

Motorista com o celular aberto no aplicativo Uber

DA REDAÇÃO

A Justiça condenou a empresa Uber a indenizar uma usuária de Cuiabá que teve a conta bloqueada pelo aplicativo por suposta inadimplência.

 

Diarista, a usuária recorreu à Justiça para solucionar um problema que estava comprometendo seu deslocamento diário. 

 

Ela solicitou uma viagem através do aplicativo, no valor de R$ 24,91, pagou a corrida via Pix diretamente na conta do motorista, mas a empresa bloqueou o uso do aplicativo por inadimplência referente à corrida.

 

A consumidora só descobriu que sua conta estava bloqueada quando precisou solicitar novamente o transporte da plataforma, e, para sua surpresa, se deparou com a informação de que, para fazer uso do serviço, deveria pagar a corrida anterior.

 

Para tentar solucionar o problema, a cliente entrou em contato com a empresa de transporte por e-mail, informou o ocorrido e enviou o comprovante de pagamento. Contudo, não obteve êxito e permaneceu com a conta bloqueada, sem poder utilizar o serviço da plataforma.

 

Ao julgar a ação, o juiz do 2º Juizado Especial Cível de Cuiabá, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, determinou, liminarmente, que a empresa reestabelecesse o acesso da consumidora à plataforma de transporte no prazo de 48 horas, sob pena de multa de R$ 1 mil.

 

No julgamento do mérito, o magistrado condenou a empresa a indenizar a consumidora em R$ 2 mil, pelos danos morais sofridos. O juiz justificou que houve falha na prestação do serviço, uma vez que a consumidora pagou o valor da corrida diretamente ao motorista, que deveria ter informado à plataforma, mas não o fez. Assim, não pode a consumidora ser responsabilizada pela inércia ou má-fé do motorista.

 

A empresa recorreu da decisão, protocolando Recurso Inominado, que foi julgado pela Primeira Turma Recursal, mantendo inalterada a sentença do juiz do 2º Juizado Especial Cível de Cuiabá.

 

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