O conservadorismo como filosofia política sempre existiu, não há dúvida sobre isso.
Mais recentemente passou a existir o Bolsonarismo, fruto do pensamento conservador, que viu em seu precursor, Jair Messias Bolsonaro, um líder promissor dentro desse espectro devido sua defesa explícita de temas, valores, virtudes e costumes tradicionais tais como: ética, moral, liberdade de expressão, família e o natural respeito à vida desde sua concepção, todos considerados bases conceituais da tese conservadora.
Isso tudo em contraposição às considerações progressistas referentes às mudanças radicais pretendidas pelo discurso cada vez mais radical defendido por formas de pensamento de esquerda tão ambíguos, que chegam o confundir politicamente liberalismo social com liberalismo clássico.
Em suma, lulistas, que é como deveriam ser chamados os petistas, não sabem nada sobre isso, talvez até pensem saber. Pode ser que os então lulistas/petistas – assim citados apenas para relativizar a questão com a ideia do lulopetismo – tenham uma tênue ideia do que isso significa, mas certamente não conhecem o assunto sob o ponto de vista filosófico, dai a confusão.
Já o liberalismo originalmente conhecido é uma doutrina política-econômica que defende a liberdade individual, a igualdade perante a lei, a proteção da propriedade privada e a limitação da interferência do Estado na vida das pessoas.
A atual proposta filosófica referente ao liberalismo defende pelo menos duas teses diferentes. A social (Liberalismo Social) sugere um estado que atue diretamente na sociedade e na economia, já a outra, a clássica (Liberalismo Clássico), propõe limites como a não intervenção, especialmente na economia e no governo.
Enquanto este último defende a liberdade de mercado sem intervenção estatal, acreditando que a economia se autorregula pela oferta e demanda o outro, o social, propõe maior intervenção com ações regulatórias de mercado e, de forma direta, a atuação do estado em áreas sociais e econômicas, tais como: liberdade de expressão, de religião, propriedade privada, educação e cultura.
Pois é! Daqui a pouco, vamos estar colocando em avaliação eletiva o que queremos para o país em que vivemos. Será o momento de decidir o futuro de quem trouxemos ao mundo. Se viverão bem, se passarão as agruras por que estamos passamos ou se padecerão ainda mais, enfrentando algo pior que o relativismo inconsequente dos que hoje detêm o poder.
Será hora de avaliar, será vez de decidir.
Marcelo Augusto Portocarrero é engenheiro civil.
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