O vereador Tenente Coronel Dias (Cidadania) afirmou que a rejeição do pedido de abertura de Comissão Processante para investigar o vereador Chico 2000 (sem partido) não contribui para a imagem da Câmara Municipal de Cuiabá e defendeu que a Casa precisa demonstrar compromisso com a apuração dos fatos.

A declaração foi feita após a Câmara barrar a abertura de Comissão Processante para investigar o vereador, que foi afastado de suas funções por decisão judicial após ser alvo da Operação Gorjeta suspeito de envolvimento em desvio de recursos públicos.
“Acredito que quanto mais tivermos investigações sobre qualquer ato que tenha algum aspecto de corrupção e que paire alguma dúvida [é melhor], é importante a gente tratar com seriedade e demonstrar para a população cuiabana que os vereadores não podem estar aqui acobertando uns aos outros”, afirmou à imprensa.
A votação na Câmara terminou com 15 vereadores sendo contra a abertura de comissão e apenas 7 foram favoráveis à investigação, um deles sendo o vereador Dias.
Ele lembrou que esta não é a primeira vez que Chico 2000 é alvo de operação policial.
Em 2025 ele também foi afastado no âmbito da Operação Perfídia suspeito de envolvimento em um esquema de recebimento de propina relacionado às obras do Contorno Leste, em Cuiabá.
No mesmo ano ele também foi alvo da Operação Rescaldo, deflagrada em junho pela Polícia Federal, para apurar a prática de crimes eleitorais durante o pleito de 2024.
Para Dias, esses casos reiterados são motivos que justificariam a abertura da investigação interna de Chico 2000.
“São três ações, são três operações envolvendo o vereador. A população já está indignada com a atuação da classe política de uma forma geral. Eu votei e posso responder pelo meu CPF de acordo com o que a população quer. Nesse caso, quer que investigue as ações”, disse.
Apesar de já ter tido divergências com o vereador anteriormente, Dias negou que o voto tenha sido motivado por questão pessoal.
“Não é nada de pessoal. Tivemos uma divergência aqui, mas minha votação não foi nada pessoal. Eu espero dar oportunidade a ele para que se explique a respeito disso”, afirmou.
O vereador também cobrou celeridade do Judiciário e do Ministério Público no envio de informações ao Legislativo. Segundo ele, caso novas provas sejam encaminhadas, defenderá novamente a abertura da comissão.
“O que a gente precisa imediatamente é que as provas cheguem aqui. Não queremos que aconteça o que aconteceu na legislatura passada”.
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