Cuiabá, Sábado, 21 de Fevereiro de 2026
TRAÍDO POR AMIGO
21.02.2026 | 08h00 Tamanho do texto A- A+

Acusado diz que jovem foi morto por dever facção em MT

Amigo de 19 anos foi preso suspeito de trair Willyan e deixá-lo à mercê de criminosos

Victor Ostetti/MidiaNews

O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá

O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

O delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá, afirmou que o jovem Willyan Junior Rodrigues da Silva, de 18 anos, assassinado a tiros no dia 1º de fevereiro deste ano, no bairro Coxipó da Ponte, foi entregue pelo amigo à uma facção criminosa por uma suposta dívida. 

 

O Mateus fala que ele estava devendo a facção, que a facção queria pegar ele

O crime ocorreu em uma quitinete localizada na Rua Paranapuã, quando três homens armados entraram no local. O jovem foi morto na frente da mãe e os dois foram agredidos com tapas e golpes de coronhada. 

 

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (19), um jovem de 19 anos suspeito de envolvimento no homicídio. A principal hipótese da Polícia é que ele, que era amigo de Willyan, o tenha entregado à facção. 

 

Os dois alugaram um quarto em um conjunto de quitinetes no dia do crime e 40 segundo após ele sair da casa, deixando o portão apenas encostado, os criminosos entraram para cometer o crime. 

 

O que chamou a atenção da Polícia foram as contradições do suspeito e sua postura fria, que lhe rendeu o apelido de “risadinha”. 

 

“O Mateus fala que ele estava devendo a facção, que a facção queria pegar ele. Só que assim, a facção queria pegar ele, e ele estava com medo também de ser morto por ser amigo dele. Então, por que foi para a residência? E por que voltou para a casa? Ele estava com tanto medo de morrer, por que voltou para a residência tão rápido?”, disse o delegado em entrevista ao programa SBT Comunidade. 

 

Segundo o delegado, o suspeito já tinha passagem criminal por roubo e, apesar de sua postura fria, ficou em silêncio durante o depoimento oficial. 

 

“Perguntamos se ele estava entendendo a gravidade do fato. Às vezes respondia, às vezes não, e estava sempre rindo. A gente até brincou, botou o apelido dele de risadinha, porque ele só ficava rindo. Sempre rindo, sempre tranquilo, mas na hora do interrogatório pediu para ficar em silêncio”, disse.

 

As investigações continuam, com o objetivo de identificar todos os envolvidos na prática criminosa e a motivação do homicídio.

 

Veja:

 

 

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