O delegado Thiago Barros, do município de Peixoto de Azevedo, afirmou que as facções criminosas têm aliciado menores cada vez mais jovens. A declaração ocorreu quando ele comentava sobre a execução de um adolescente de 15 anos em uma lanchonete da cidade, nesta segunda-feira (9).
A principal linha de investigação do crime é que a motivação seja uma rixa entre facções criminosas.

“Infelizmente, vemos uma constante não só no município de Peixoto, mas na região norte: a utilização, principalmente pelas facções, de adolescentes com idades cada vez mais baixas”, afirmou em entrevista ao programa local TV Miragem, da Rede Record.
“Antigamente, pegávamos adolescentes de 17 anos, quase fazendo 18 anos. Hoje, são de 15 anos e já tivemos situações com menores de 14 anos de idade. Tem o ECA, e aí já não conseguimos aplicar a parte do Código Penal”, acrescentou.
Conforme o boletim de ocorrência, minutos após o adolescente chegar ao local, outro jovem se aproximou usando uniforme escolar e boné branco, com uma das mãos no bolso. Ao se aproximar da mesa, o suspeito sacou uma arma, efetuou um primeiro disparo, mas a arma falhou e, em seguida, conseguiu realizar vários disparos contra a vítima.
Foram localizadas e recolhidas 19 cápsulas deflagradas de arma de fogo no local. Também foram apreendidos um chinelo, possivelmente do autor do crime, e o celular da vítima.
“A vítima é muito jovem, tem 15 anos de idade e, pelas nossas primeiras informações, os autores também são bem jovens”, afirmou.
Segundo o delegado, o local do crime é uma área com muitas câmeras, o que facilita o trabalho da polícia.
“Infelizmente, quebra um pouco da calmaria que a gente vinha tendo no município nos últimos meses. Mas o nosso trabalho continua, sendo eles de idade avançada ou não”, disse.
O crime
O adolescente de 15 anos foi morto a tiros na tarde desta segunda-feira, em uma lanchonete no Centro de Peixoto de Azevedo.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que o assassino chega ao local e abre fogo contra a vítima, atirando diversas vezes.
Uma testemunha relatou à Polícia Militar que havia sido convidada pela vítima para ir até a lanchonete. Durante o trajeto, o adolescente teria dito que vinha sofrendo ameaças de morte por parte de uma facção criminosa e que acreditava que aquele poderia ser seu último dia de vida.
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