Cuiabá, Sexta-Feira, 30 de Janeiro de 2026
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30.01.2026 | 09h00 Tamanho do texto A- A+

Delegado: golpista do Grindr mirava homens casados em Cuiabá

Investigado usava aplicativos de relacionamento para atrair vítimas gays e exigir dinheiro com ameaças

Victor Ostetti/MidiaNews

O delegado Antenor Pimentel falou sobre acusações extorsão contra Rudson Willian (detalhe)

O delegado Antenor Pimentel falou sobre acusações extorsão contra Rudson Willian (detalhe)

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

O delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), afirmou que Rudson Willian da Silva, de 30 anos, preso após ser acusado de extorsões contra homossexuais em Cuiabá, tinha como alvos homens casados ou que apresentassem qualquer tipo de vulnerabilidade que ele pudesse usar contra.

Ele aproveitava de qualquer vulnerabilidade. Se fosse casado, se fosse uma foto íntima...

 

Rudson foi preso na quarta-feira (28), próximo à Rodoviária de Cuiabá. Até o momento, sete vítimas já foram identificadas.

 

“Ele e saproveitava de qualquer vulnerabilidade. Se fosse casado, se fosse uma foto íntima... Ele aproveitava essa questão íntima e extorquia a vítima”, disse o delegado em entrevista ao programa SBT Comunidade.

 

Para praticar os crimes, ele usava aplicativos de relacionamento e conversas on-line, como Skokka, Bate-Papo UOL e Grindr, maior aplicativo de encontros focado na comunidade LGBTQ+. A intenção era captar as vítimas, iniciando conversas de cunho sexual e íntimo.

 

Rudson utilizava essas plataformas para marcar o primeiro encontro ou até programas sexuais, para depois extorquir as vítimas.

 

“No encontro pessoal, ou mesmo pela internet, já começava a extorquir as vítimas, com fotos e vídeos. Teve casos em que ele tentou gravar a vítima clandestinamente. Em resumo, ele usava a vulnerabilidade das vítimas, homossexuais, e ameaçava expô-las”, disse.

 

À Polícia, Rudson tentou culpar as vítimas, mas depois confessou a autoria dos crimes. Além da prisão preventiva, a Justiça autorizou ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático e bloqueio de valores no montante de até R$ 40 mil.

 

Segundo o delegado, os valores das extorsões chegavam R$ 1 mil. “Não chegou a valores exorbitantes, mas sempre usando a questão íntima, de expor a pessoa para exigir um dinheiro a mais. Se ele fazia um programa de R$ 150, ele cobrava R$ 500; depois, queria mais mil, e sempre esse aspecto psicológico estava muito presente”.

 

Segundo a Polícia, Rudson tinha passagens criminais anteriores por pequenos delitos. Apesar de sete vítimas terem sido identificadas, pela natureza sensível do crime, a Polícia acredita que haja muitas outras.

 

“O crime de extorsão depende da vítima; só vai haver persecução penal em relação a novas vítimas se elas comparecerem. Acredito que devem existir muito mais, porque, como é uma questão muito sensível, seja casado ou não casado, quem vai querer se expor numa situação dessa?”.

 

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