Cuiabá, Domingo, 25 de Janeiro de 2026
"MÃO NA COXA"
25.01.2026 | 16h24 Tamanho do texto A- A+

PM é denunciado após importunação sexual em servidora da AL

Tenente-coronel teria forçado relacionamento com vítima e segurado uma delas pelo braço

Imagem ilustrativa/MidiaNews

O policial militar estava armado e se recusou a entregar o armamento

O policial militar estava armado e se recusou a entregar o armamento

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

Um tenente-coronel da Polícia Militar, identificado como Welington Rodrigues Mendonça, foi denunciado por suspeita de importunação sexual durante a madrugada deste sábado (24), em um posto de combustíveis localizado na Praça Oito de Abril, no bairro Popular, em Cuiabá. 

O suspeito levantou-se, aproximou-se ainda mais da vítima Tainara, posicionando-se ao seu lado, passou a mão em sua coxa e começou a empurrá-la com o quadril

 

Conforme o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) foi acionada após a informação de um desentendimento no local, envolvendo um homem que estaria armado. Uma das vítimas é servidora da Assembleia Legislativa, segundo o presidente do Poder Legislativo, deputado Max Russi (PSB), que emitiu nota de repúdio.

 

Segundo relato das vítimas, o suspeito teria se aproximado de um grupo de mulheres que se encontrava no local e iniciado conversa. Em determinado momento, ele teria acusado uma das mulheres de estar olhando para ele e, após a negativa, teria insistido na aproximação.

 

Ainda de acordo com as vítimas, após a recusa, o tenente-coronel teria se aproximado da mulher, e forçou contato em suas pernas.

 

"Após a negativa da investida, o suspeito levantou-se, aproximou-se ainda mais da vítima Tainara, posicionando-se ao seu lado, passou a mão em sua coxa e começou a empurrá-la Com o quadril", descreve o boletim de ocorrência.

 

Uma amiga da vítima trocou de lugar com ela e ambas informaram que mantêm um relacionamento, na tentativa de fazer com que o suspeito se afastasse, o que não teria ocorrido.

 

Oficial segurou braço

 

O boletim registra que a amiga da vítima pediu para que o homem deixasse o local e, diante da recusa, tentou reagir, momento em que o suspeito teria segurado seu braço com força.

 

Na sequência, ele se identificou como coronel da Polícia Militar, afirmou que portava arma de fogo e pediu que nenhuma providência fosse tomada.

 

O caso evoluiu para uma discussão, sendo necessária a intervenção de terceiros e o acionamento da Polícia Militar.

 

As vítimas informaram que o posto de combustíveis possui câmeras de segurança e que as imagens podem comprovar o ocorrido. Elas relataram ainda que outras mulheres teriam afirmado ter sido abordadas de forma semelhante pelo suspeito durante um evento realizado na Praça Oito de Abril.

 

Após a chegada da polícia, mesmo com a separação das partes, o suspeito voltou a se aproximar de uma das vítimas, questionando o que ela relatava aos policiais e segurando novamente seu braço.

 

Durante a abordagem, o tenente-coronel apresentou sua identificação funcional e confirmou portar arma de fogo. Segundo os policiais, ele apresentava sinais visíveis de embriaguez. A guarnição solicitou a entrega do armamento, visando preservar a segurança no local, pedido que foi negado.

 

Questionado sobre o ocorrido, Welington negou as acusações, afirmando que apenas tentou conversar com a vítima e que se afastou após a resposta negativa.

 

Diante da situação, o comando da unidade, a Corregedoria da Polícia Militar e demais autoridades foram comunicados.

 

O tenente-coronel foi encaminhado ao Plantão de Atendimento à Vítima de Violência Doméstica, Familiar e Sexual de Cuiabá para registro da ocorrência e adoção das providências cabíveis. As vítimas foram conduzidas em viaturas separadas, e a arma de fogo não foi entregue.

 

Nota de repúdio

 

"AL acompanha denúncia, presta apoio à servidora e adota encaminhamentos"

 

"Diante do ocorrido noticiado, envolvendo a denúncia de que um tenente-coronel da Polícia Militar teria assediado uma servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) durante a madrugada deste domingo, a ALMT repudia veementemente o fato, ainda que tenha sido registrado fora do âmbito da instituição.

 

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso prestará total apoio à servidora vítima de importunação sexual e o presidente da Casa, deputado Max Russi, informa que fará os devidos encaminhamentos, cobrando que todas as providências cabíveis sejam adotadas com o máximo rigor por parte do comando da Polícia Militar.

 

Situações como essa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. A ALMT reafirma seu compromisso com o respeito às mulheres e defende que casos dessa natureza sejam apurados com seriedade, responsabilidade e justiça."

 

 

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