O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que mantém cobrança constante sobre a Locar Saneamento Ambiental LTDA e não descarta aplicação de multas, mas defende cautela para evitar a interrupção do serviço de coleta de lixo na Capital.

Em declaração, Abilio explicou que, após os problemas registrados no início do ano, a empresa foi obrigada a se reestruturar para atender às exigências do Município.
Segundo ele, a Locar adquiriu cerca de 30 novos veículos e alterou o sistema de funcionamento, o que possibilitou maior controle por parte da Prefeitura.
“Hoje a gente faz o rastreamento por GPS, vê onde ela passa, onde ela não passa, cobra, notifica e multa se necessário for. A gente tem buscado ter um controle muito grande sobre o serviço de coleta de lixo aqui na nossa cidade”, afirmou em entrevista ao Estadão Mato Grosso.
A relação entre a Prefeitura e a Locar é tensa desde janeiro, quando a empresa paralisou os serviços alegando dívida superior a R$ 42,5 milhões deixada pela gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD).
A coleta foi retomada após acordo para pagamento, e, desde então, a empresa tem sido alvo de notificações, o que, segundo Abilio, resultou em melhora gradual do serviço na Capital.
O prefeito reconheceu que o serviço ainda não atingiu o padrão ideal, mas ressaltou que houve melhora significativa em relação ao cenário encontrado no início da gestão.
“Está 100%? Não posso dizer que está 100% do jeito que a gente gostaria, mas está bem melhor do que quando a gente pegou”, disse.
Abilio também destacou que a troca imediata da empresa de coleta envolve riscos e precisa ser feita com planejamento, para não prejudicar a população. Segundo ele, uma transição sem cuidado pode resultar em falhas no serviço essencial.
Ao citar a situação de Várzea Grande, o prefeito afirmou que não quer repetir em Cuiabá as dificuldades enfrentadas por bairros após o serviço da coleta de lixo ter sido suspenso no município vizinho.
“Eu espero que nós não façamos isso aqui no nosso município”, pontuou.
Abilio ainda disse que a gestão já trabalha para evitar novos impasses, defendendo que uma futura licitação para a coleta de resíduos seja realizada com antecedência ao fim do contrato.
“Para trocar uma empresa de coleta de lixo assim, de uma hora para outra, a gente tem que ter um certo cuidado para não correr o risco de, nesse período de transição, a gente ficar desassistido na questão da coleta”.
“Na hora que tiver uma licitação para a empresa de coleta de lixo, a gente faça ela com bastante antecedência antes do término do contrato”, disse.
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