Cuiabá, Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026
SUPOSTO ESQUEMA DE R$ 2,7 MI
22.01.2026 | 15h00 Tamanho do texto A- A+

Assessor de Júlio é demitido da AL após ser alvo de operação

Grupo teria realizado 133 mil cancelamentos de dívidas; Ildefonso Nilo terá que cumprir medida cautelar

Victor Ostetti/MidiaNews

O deputado estadual Júlio Campos, que teve assessor parlamentar exonerado após operação em Cuiabá

O deputado estadual Júlio Campos, que teve assessor parlamentar exonerado após operação em Cuiabá

VITÓRIA GOMES
DA REDAÇÃO

O assessor do deputado estadual Júlio Campos (União), Ildefonso Nilo da Silva Neto, foi exonerado do cargo na Assembleia Legislativa após ser alvo da Operação Déjà Vu, que investiga crimes de corrupção e associação criminosa contra a Procuradoria-Geral de Cuiabá.

 

A exoneração foi assinada pelo presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB), e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (22).

 

O suposto esquema de fraudes na Procuradoria-Geral de Cuiabá teria causado um prejuízo estimado de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos.

 

Na operação, deflagrada na última terça-feira (19), Idelfonso entrou na lista de nomes que deverão cumprir medidas cautelares. O objetivo da operação era de apurar indícios do crime de inserção de dados falsos em sistema informatizado e de crimes correlatos.

 

A investigação teve início após denúncia encaminhada pela Procuradoria de Cuiabá, que apontou indícios de fraudes sistemáticas no sistema GATweb, plataforma utilizada para gestão da dívida ativa tributária municipal. 

 

Segundo a investigação, entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, o grupo teria realizado cancelamentos irregulares de Certidões de Dívida Ativa (CDAs) por meio do uso indevido de credenciais de acesso de servidores públicos.

 

A prática teria resultado em cerca de 133.430 registros cancelados, causando o prejuízo aos cofres públicos municipais.

 

Os alvos

 

Além do assessor de Júlio foram alvos da Operação Déjà Vu os ex-servidores da Prefeitura de Cuiabá Jefferson Antônio da Silva, Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira.

 

Além disso, foram aplicadas medidas cautelares contra a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro e contra Denner Bezerra de Oliveira, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Diego Henrique Aguiar Couto, Orlando Rodrigues da Silva, Wilson Luiz da Costa Marques.

 

Veja:

 

 

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