A Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá informou que a investigação que resultou na prisão de ex-servidores municipais teve origem em denúncia formal apresentada pela instituição em abril de 2025, subscrita por cinco procuradores da Prefeitura.

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Déjà Vu, para cumprimento de 43 ordens judiciais, com o objetivo de apurar indícios do crime de inserção de dados falsos em sistema informatizado e de crimes correlatos, como corrupção e associação criminosa, praticados contra a Procuradoria-Geral do município de Cuiabá.
Em nota, a procuradoria disse que assim que foram identificados os primeiros indícios de cancelamentos indevidos de débitos tributários no sistema da Administração Municipal, no início de 2025, o procurador-geral do Município, Luiz Antônio Araújo Junior determinou a adoção de providências internas e a abertura de diligências técnicas junto ao setor de Tecnologia da Informação da Secretaria Municipal de Economia.
O objetivo foi levantar dados, preservar evidências, dimensionar a extensão das irregularidades e reunir elementos suficientes para formalizar a notícia de fato encaminhada à Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), dando suporte à investigação da Polícia Civil.
Os cancelamentos sob apuração, conforme informado oficialmente às autoridades, referem-se ao período entre os anos de 2020 e 2024. "Ou seja, nenhuma irregularidade ou suposto crime foram cometidos na atual gestão", disse na nota.
Segundo a procurador, o objetivo foi a proteção do patrimônio público e a observância rigorosa dos princípios da legalidade, moralidade, eficiência e transparência que regem a Administração Pública. A atuação preventiva e a comunicação imediata às autoridades reforçam o compromisso institucional com a integridade da gestão pública.
"A Procuradoria também esclarece que todos os nomes citados nas reportagens já não integram os quadros da Prefeitura de Cuiabá", disse na nota.
"A administração municipal permanece à disposição das autoridades policiais e judiciais, denunciando e colaborando integralmente para o esclarecimento dos fatos e para a responsabilização dos eventuais envolvidos, nos termos da legislação vigente. Qualquer indício de irregularidades será aos órgãos policiais e de controle", completou.
A operação
A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), teve início em abril de 2025, a partir de notícia de fato encaminhada pelo órgão no final do primeiro trimestre do ano.
São cumpridas na operação, três prisões cautelares, doze mandados de busca e apreensão, nove medidas cautelares diversas da prisão, três afastamentos do serviço público, quatro medidas de sequestro de bens e doze bloqueios de valores, totalizando R$ 491.450,45, deferidas pelo Juízo do Núcleo do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá.
Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra os ex-servidores Jefferson Antônio da Silva, Adriano Henrique Escame de Oliveira e Matheus Henrique do Nascimento Pereira.
Além disso, foram aplicadas medidas cautelares contra a advogada Carolina Taques Miranda Pinheiro e contra Denner Bezerra de Oliveira, Pedro Otávio Campos, Rafael Figueiredo Martins da Silva, Diego Henrique Aguiar Couto, Orlando Rodrigues da Silva, Wilson Luiz da Costa Marques e Idelfonso Nilo da Silva Neto.
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