O deputado federal Coronel Assis (União) criticou o presidente Lula (PT) após o petista vetar, nesta quinta-feira (8), o projeto de lei que buscava a redução das penas — a chamada PL da dosimetria — dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Para o parlamentar mato-grossense, a escolha da data para o veto não foi coincidência, mas uma demonstração de "sadismo e vingança" por parte do petista.
Assis afirmou que o projeto, aprovado no fim do ano passado pelo Congresso, visava trazer "razoabilidade" ao que ele classifica como “aberrações jurídicas”. Segundo ele, o veto ignora a vontade popular representada pelos parlamentares.
"Isso não é político, é sadismo. É a demonstração de poder de quem não tem limites morais. Escolher justamente essa data para vetar o projeto que traria mais equilíbrio ao sistema e razoabilidade às aberrações que foram feitas, é uma declaração de guerra contra todos aqueles que ousarem discordar desse regime", disse o deputado em suas redes sociais.
Assis também questionou a narrativa oficial sobre os eventos de três anos atrás. Para ele, as prisões e condenações fazem parte de um projeto de criminalização da oposição.
"Na verdade, foi uma armadilha para criminalizar qualquer oposição a essa tirania que está posta em nosso país. Enquanto isso, centenas de brasileiros continuam presos injustamente, sem direito à defesa, sem proporcionalidade nas penas, tratados como inimigos do Estado", afirmou.
Situação de Bolsonaro
O parlamentar também citou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido em uma carceragem da Polícia Federal. Assis afirmou que o líder da direita estaria sendo "torturado até a morte" e tendo atendimento médico negado.
Na última segunda-feira (6), Bolsonaro caiu na cela em que cumpre prisão e teve ferimentos na cabeça. Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes indeferiu o pedido de sua defesa solicitando atendimento médico.
“Bolsonaro, um ex-presidente, está sendo hoje torturado até a morte, negado até mesmo no atendimento médico, sendo humilhado diariamente dentro de uma carceragem na Polícia Federal. Mas a justiça, ainda que tardia, sempre chega”, encerrou.
O deputado também traçou um paralelo com a recente queda e prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelas tropas americanas. Segundo Assis, o depoimento de Maduro à Justiça dos Estados Unidos deve comprometer diretamente Lula.
Veja:
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