O prefeito de Juína (735 km de Cuiabá), Paulo Augusto Veronese (União), decidiu exonerar, a pedido, o secretário de Infraestrutura da cidade, Jonatas Plinio, alvo da Operação Prometheus, deflagrada pela Polícia Civil.

A operação apura uma suposta prática de desvio de dinheiro, fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de outros delitos correlatos cometidos no decorrer de sua gestão.
Jonatas Plinio foi detido por porte ilegal de arma de fogo enquanto eram cumpridos mandados de busca e apreensão relacionados à operação. Ele pagou fiança de R$ 3,2 mil e foi liberado ainda na própria delegacia.
À imprensa, o prefeito disse que exonerou o secretário após o próprio solicitar afastamento. Ele, ainda, minimizou a prisão e ressaltou que ela não estava relacionada ao objeto da operação.
"Fui surpreendido pelo secretário. Ele pediu o afastamento relatando que é melhor para ficar mais claro e dar espaço às investigações. A prisão foi por algo particular, posse de munições, então está desvinculado do objeto da investigação", afirmou.
A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão durante a Operação Prometheus. Os agentes estiveram na residência do secretário, em um comércio de sua propriedade e na sede da Secretaria de Infraestrutura, que precisou ter a porta arrombada para a entrada dos policiais.
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi um sítio na zona rural de Castanheira, adquirido recentemente pelo gestor por aproximadamente R$ 2,2 milhões. A polícia apura se o patrimônio é compatível com os rendimentos do secretário ou se foi fruto de desvios públicos. Foram apreendidos cheques, documentos e o celular do agora ex-secretário.
Investigação segue
Apesar da liberdade mediante fiança no caso das munições, Jonatas Plinio continua sob investigação severa pelos crimes de peculato, corrupção passiva e ativa, além de fraude em licitação.
A Polícia Civil informou que o material apreendido passará por perícia para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Além da esfera criminal, o caso será encaminhado para apuração de possíveis atos de improbidade administrativa.
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