O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) classificou como "inconstitucionais" propostas de emendas parlamentares que visem colocar uma porcentagem da Revisão Geral Anual (RGA) acima da inflação.

A RGA de 2026 está prevista em 4,26%, seguindo a inflação de 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Como a RGA é um reajuste, não aumento, a porcentagem deve se basear nesse dado.
Ocorre que os Lúdio Cabral (PT) e Janaina Riva (MDB) já anunciaram que vão propor modificações. Ela, por exemplo, quer destinar 15% do excesso de arrecadação ao pagamento das perdas. Já o petista propõe que os servidores recebam mais 4,92% das tais perdas, além dos 4,26%.
“Qualquer aumento que se quiser propor, deve ser via Executivo, dialogando, porque do contrário, é inconstitucional. A gente sabe que os 4,26% proposto é o que a lei determina", disse Guarnieri.
"Reajuste salarial não nasce no Parlamento. Quem promete aumento fora da lei está vendendo ilusão”, acrescentou.
A Constituição determina que iniciativas que gerem impacto financeiro aos cofres públicos, como reajustes salariais, são de competência exclusiva do Poder Executivo.
Segundo o deputado, os colegas que fizerem emendas ao projeto da RGA só estão gerando falsas expectativas nos servidores públicos.
“Quem faz emenda desse tipo, está mentindo e enganando o servidor. Minha mãe é servidora pública e nunca enganaria minha mãe ou qualquer servidor, mas quem faz isso, e propõe aumentos muito maiores do que o que está na lei, não pensa no servidor de verdade, só está jogando para a plateia”, afirmou.
“Não adianta aprovar algo que depois será barrado. Isso não valoriza o servidor, apenas expõe o servidor ao risco. É fácil discursar prometendo números altos, difícil é assumir a responsabilidade quando a conta não fecha. Isso não é defesa do servidor, é palanque”, completou.
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