O senador Jayme Campos (DEM) afirmou, nesta sexta-feira (21), que acredita na inocência do seu colega de partido, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM), alvo da Operação Rota Final.
A ação aponta que Dilmar teria recebido R$ 512 mil em propina da empresa Verde Transportes, entre os anos de 2014 e 2017, para embaraçar a licitação do transporte intermunicipal em Mato Grosso.
No dia 14 de maio, Dilmar teve sua residência em Sinop vasculhada por agentes do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
Jayme garantiu que o DEM não irá “passar a mão na cabeça de ninguém”, mas apontou que o caso ainda está em fase de investigação.

“Eu, particularmente, tenho certeza que Dilmar é uma pessoa séria, trabalhadora, correta e honesta. Eventualmente, pode ser que alguém tenha envolvido seu nome. Isso compete à Justiça fazer a apuração”, disse o senador em entrevista à Rádio Capital.
“Não vamos passar a mão na cabeça porque é nosso companheiro. Ele é sério e correto. Agora, lamentavelmente aconteceu e ele irá responder perante a lei aquilo que está ocorrendo”, emendou.
Segundo Jayme, em uma reunião realizada na segunda-feira (17) entre as lideranças do DEM, Dilmar se explicou aos colegas e garantiu que a “notícia é velha”.
“Ele fez uma explanação sobre a situação para todos nós. Disse que está sendo mal interpretado e que essa notícia já é velha, que ele já foi até ouvido em relação a esse assunto”, disse.
“Quando indagaram o governador se iriam tirar ele da liderança, ele disse: 'Não, continua na liderança’. Até que prove o contrário, ele é correto e tem que, de fato, dar o direito ao contraditório. Ele vai se defender”, completou.
Jayme se refere à declaração dada pelo governador Mauro Mendes (DEM) no início da semana, quando foi questionado sobre a possibilidade de tirar Dilmar da liderança do Executivo na Assembleia.
Na ocasião, Mendes afirmou que “só o fato de ser investigado não é elemento para afastar alguém de uma liderança”.
Rota Final
A operação também decretou a prisão contra o empresário Eder Pinheiro, dono da Verde Tranportes e apontado como líder do esquema. Ele não foi encontrado e é considerado foragido.
Também foi cumprido mandado de medidas cautelares contra o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros de Mato Grosso (Setromat), Júlio Cesar de Sales Lima, e de busca e apreensão na casa do ex-deputado estadual Pedro Satélite e da assessora parlamentar Cristiane Cordeiro.
Foi cumprida, ainda, ordem de sequestro judicial de bens dos investigados até o montante de R$ 86 milhões.
O montante abrange vários imóveis, dois aviões, vários veículos de luxo, bloqueio de contas bancárias e outros bens necessários ao ressarcimento do prejuízo acarretado pela prática dos crimes.
A investigação, iniciada na Polícia Civil, foi encaminhada Gaeco em meados de 2019.
O inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações. Mais de 20 pessoas são investigadas.
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1 Comentário(s).
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| Virgínia Martins 27.05.21 11h15 |
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