O governador diplomado Mauro Mendes (DEM) assume na próxima terça-feira (1º) o comando do Executivo. Ele confirmou o favoritismo de toda a campanha e venceu no primeiro turno, com 58,69% dos votos.
O democrata derrotou o governador Pedro Taques (PSDB), que tentava a reeleição, mas acabou em terceiro, com 19%.
Mendes e Taques eram aliados até o início deste ano, apesar de o democrata ter feito críticas pontuais, até aquele momento, à gestão tucana.
O então governador chegou a tentar convencer Mendes a ser seu vice, no lugar de Carlos Fávaro (PSD), que já havia anunciado o desejo de disputar o Senado.

Entretanto, a união teve um fim quando, em abril de 2018, trinta e uma pessoas que ocuparam cargos no Governo ou que apoiaram a campanha do tucano ao Palácio Paiaguás redigiram uma manifesto público expondo os motivos que os levaram a não apoiar a reeleição do governador.
Entre os nomes estavam Mendes, Fávaro, Otaviano Pivetta, além de ex-secretários de Estado, como Adriana Vandoni (Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção), Eduardo Chiletto (Cidades), João Batista da Silva (Saúde), entre outros.
No final daquele mês, o tucano respondeu à carta de maneira amena. “A Constituição garante o direito de manifestação verbal e escrito. Isso faz parte da democracia”, disse.
Em outros momentos foi mais duro. Disse que ex-aliados como Pivetta e Jaime Campos tinha ódio no coração. “Peço a ele que leiam o Salmo 91”, recomendou, ao citar o versículo bíblico que, entre outras coisas, diz: “mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti”.

Em julho, após muita especulação, Mendes oficializou a candidatura. No evento, alfinetou o então governador. Disse ser impossível culpar a crise em um Estado em que a arrecadação aumentou. Que no auge da crise econômica ele estava no comando da Prefeitura e, nem por isso, deixou de cumprir com as obrigações do Executivo.
“Meus amigos, todos conhecemos a frase: ‘Não há dinheiro que dê quando você gasta mal’. Foi isso que aconteceu aqui em Mato Grosso. Não soube controlar os gastos. Não houve gestão”, disse.
Depois, em resposta, Taques questionou como o ex-prefeito poderia ser rico na pessoa física e “quebrado” na jurídica, já que suas empresas se encontravam em recuperação judicial.
“O interessante é como uma pessoa é rica na pessoa física e quebrada na jurídica, devendo milhares de pessoas? Eu não tenho vergonha do meu patrimônio. Não nasci para ficar rico, nasci para trabalhar pela pessoa mais humilde”.
Entretanto, as críticas de Taques não surtiram efeitos e Mendes liderou as principais pesquisas eleitorais. Os levantamentos do Voice Pesquisas sobre o cenário eleitoral em Mato Grosso mostraram o democrata liderando do início ao fim.
Já Taques aparecia com ampla vantagem em relação ao terceiro colocado, o senador Wellington Fagundes (PR). Entretanto, foi perdendo espaço ao longo da corrida eleitoral e o parlamentar acabou em segundo lugar.
Mendes obteve 840.094 mil votos (58,69%); Wellington teve 280.055 mil votos (19,56%); e Taques terminou com 271.952 votos (19%).
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