Cuiabá, Terça-Feira, 10 de Fevereiro de 2026
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10.02.2026 | 16h45 Tamanho do texto A- A+

Vereadora critica uso "politiqueiro" de denúncia de assédio

O ex-secretário William Leite foi denunciado por uma ex-servidora da Pasta do Trabalho

Victor Ostetti/MidiaNews

A vereadora Michelly Alencar, que criticou uso político de acusação de assédio

A vereadora Michelly Alencar, que criticou uso político de acusação de assédio

VITÓRIA GOMES E GIORDANO TOMASELLI
DA REDAÇÃO

A vereadora Michelly Alencar (União) criticou o que chamou de "uso político e midiático" da denúncia de assédio sexual contra o ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite de Campos.

 

Durante a sessão desta terça-feira (10), o vereador Jeferson Siqueira (PSD) a acusou de ter se “calado” diante da denúncia.

 

Sou contra tornar este fato, um fato midiático. Um fato para pressionar uma Mesa Diretora feminina como se nós não defendêssemos mulheres 

“Sou contra tornar isso um fato midiático. Um fato para pressionar uma Mesa Diretora feminina, como se nós não defendêssemos as mulheres. Isso pra mim é horrível. É absurdo, porque você esquece do fato em si, que é um assédio que é grave, e acaba focando naquilo que é politiqueiro”, afirmou.

 

A vereadora rebateu dizendo que não é contra a abertura de investigação e informou ter assinado o regime de urgência sobre o tema.

 

Segundo ela, já existe uma comissão especial de acompanhamento em andamento, instrumento que considera adequado neste momento.

 

Michelly argumentou ainda que a CPI proposta seria a sexta em tramitação, o que inviabilizaria sua abertura já que a Câmara de Cuiabá só permite o andamento de cinco CPIs ao mesmo tempo.

 

"Eles apresentaram um pedido de CPI já sabendo que iriam apresentar simplesmente para fazer pressão, porque a gente sabe que não pode abrir", disse.

 

"Eles sabem que não pode abrir, inclusive, falaram isso para mim. ‘Vereadora, a gente sabe que não pode abrir, mas a gente está apresentando’. Então, isso é o quê? Então, vamos fazer aquilo que é real, aquilo que é possível, e a gente está fazendo", disse.

 

Ao tratar da vítima, uma ex-servidora municipal de 31 anos que registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil, a vereadora reforçou a necessidade de preservar sua integridade e relatou que ela está grávida de quatro meses.

 

“A Delegacia da Mulher foi criada justamente para acolher e resguardar a vítima. Vamos retroceder expondo essa mulher dessa maneira?”, questionou.

 

Veja vídeo:

 

 

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