O governador Mauro Mendes (União) afirmou que já está avaliando a possibilidade de deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano, mas que a decisão só será tomada e anunciada até o prazo legal, no dia 3 de abril.

“Estou pensando, sim, disse que ia deixar essa decisão para 2026 e, óbvio, tomá-la efetivamente e comunicá-la até o dia 3 de abril deste ano”, afirmou ele em conversa com a imprensa, nesta segunda-feira (13).
A data é o limite legal para que ele deixe o cargo, caso queira disputar o Senado este ano. Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exige que ocupantes de cargos no Executivo, como presidente da República, governadores e prefeitos, renunciem ao mandato até seis meses antes do pleito, caso queiram disputam um novo cargo.
Segundo Mendes, apesar de refletir sobre o cenário político, o foco neste momento segue sendo a condução do Governo do Estado e a entrega de obras e projetos em andamento.
O governador citou que há um volume significativo de entregas previstas para este ano e para os próximos, o que exige dedicação integral à gestão.
“Nesse momento, vou continuar priorizando a gestão, as entregas, porque tenho muita coisa sendo entregue, muita coisa para entregar ao longo do ano, muita obra em andamento e quero que tudo isso continue a bom termo”, disse.
No momento certo
Mendes afirmou ainda que deverá usar momentos pontuais para discutir política e analisar o cenário eleitoral antes de bater o martelo sobre se afastar do cargo.
“Vou arrumar algum tempo, nas horas vagas, à noite, para conversar um pouco sobre política, sobre o cenário, e aí tomar a decisão se me afasto ou se termino o mandato”, afirmou.
“Primeiro vou fazer as minhas orações, falar com Deus, falar com a minha esposa, Virgínia, com meus filhos, com amigos mais próximos e ouvir pessoas que conseguem nos ajudar a tomar essa decisão”.
Time pronto
Apesar de o governador não cravar a saída do cargo, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) já adiantou que está preparado para assumir o Governo.
Segundo ele, caso Mendes saia, a transição não trará grandes mudanças no primeiro escalão, uma vez que, segundo ele, a gestão atual consolidou um "ecossistema" de servidores competentes.
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