O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou o vereador Daniel Monteiro (Republicanos) por ter votado contra a abertura de uma Comissão Processante (CP) para apurar a conduta do vereador Chico 2000 (sem partido), que está sendo investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos.
No mês passado, Chico 2000 foi afastado de suas funções por decisão judicial após ser alvo da Operação Gorjeta.

Ao todo, 15 vereadores votaram contra a investigação do vereador, sete foram favoráveis e um se absteve. Daniel Monteiro foi um dos que se posicionaram contra a abertura da CP e apresentou justificativa em plenário.
Em tom de provocação, Abilio afirmou que o parlamentar, que costuma criticá-lo publicamente, atuou para manter Chico 2000 no cargo.
“O Daniel Monteiro, que tanto me ataca, que tanto se posiciona, foi o maior defensor da manutenção do Chico na Casa, contra o processo de investigação do Chico. Pergunta para ele qual é a opinião dele sobre isso”, disse o prefeito.
Abilio também ironizou a justificativa apresentada pelo vereador durante a sessão.
Durante a votação, Daniel Monteiro argumentou que a abertura da comissão poderia gerar “insegurança institucional”, já que o caso envolvendo Chico 2000 já está sendo analisado pela Justiça.
Daniel comparou o cenário às divergências entre os poderes em temas como Terras Indígenas, afirmando que há posições distintas entre Congresso, Supremo Tribunal Federal e Executivo, o que poderia aumentar a instabilidade.
O prefeito, por usa vez, o comparou com o personagem de humor, Rolando Lero, que é conhecido como o "mestre da enrolação".
“Percebi que o protagonista disso, que colocou até índio no meio da defesa, foi o Daniel Monteiro. Estava vendo a manifestação dele da defesa, citando Terra Indígena e não sei o quê... Parecia Rolando Lero fazendo a justificativa”, ironizou.
Alvo de operação
No mês passado, Chico 2000 foi afastado de suas funções por decisão judicial após ser alvo da Operação Gorjeta.
A investigação apura o desvio de recursos públicos e a prática de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, tendo como vítima o município de Cuiabá, especialmente a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes.
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