O secretário de Infraestrutura e Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira (Novo), revelou que a Capital possui um cronograma de ao menos quatro novos viadutos e prolongamentos de avenidas para desafogar o trânsito, mas admitiu que a Prefeitura ainda não tem condições financeiras de tocar as obras com recursos próprios.

O secretário citou que os quatro projetos são: um na rotatória do círculo militar, na ligação das Avenidas Lava Pés e Antártica sob a Miguel Sutil, na rotatória do Centro de Eventos do Pantanal e na Arquimedes Pereira Lima sob a Avenida do Barbado
Em entrevista ao MidiaNews, Reginaldo disse que está trabalhando para que ao menos um dos viadutos, o da Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), tenha todo o trâmite de licitação e contrato concluídos em 2026 para que ‘saia do papel’ até o início de 2027. Segundo ele, o trânsito no local está “terrível”.
“Ainda não temos recurso para isso [novos viadutos]. Nós estamos fazendo o estudo para a elaboração de um projeto de um novo na Arquimedes Pereira Lima, em cima do Barbado, ali tem muito trânsito, está terrível o congestionamento. E com a construção do Complexo Leblon, isso vai piorar”, afirmou, citando as obras na Miguel Sutil que jogam o tráfego para a região.
“Então a gente precisa desenvolver, terminar aquele projeto para entregar para o prefeito e é um projeto que ele quer executar e o Governo do Estado também tem interesse em contribuir para que esse projeto saia do papel.
Já o encontro entre a Avenida dos Trabalhadores e a Avenida das Torres também ganhará um novo viaduto, mas construído pelo Governo de Mato Grosso. Reginaldo disse que sua equipe tem trabalhado para apresentar os estudos ao prefeito Abilio Brunini (PL) ao longo do ano.
Victor Ostetti/MidiaNews
Orçamento de Reginaldo para 2026 será de R$ 523,8 milhões
"Precisamos terminar aquele projeto para entregar para o prefeito. É um projeto que ele quer executar e o Governo do Estado também tem interesse em contribuir para que saia do papel", afirmou.
“Nós vamos trabalhar para começar ainda em 2026. Tentando trabalhar para ver se pelo menos todo o trâmite de licitação, contrato fique pronto em 2026, que se não começar em 2026, que em 2027 isso seja ‘startado’ e tenha início”, encerrou.
Falta de estrutura
De acordo com Reginaldo, o que dificulta e faz o trabalho da Pasta demorar mais é a falta de estrutura na Secretaria, o que ele classificou como uma “vergonha”. A Pasta de Teixeira foi uma das mais sucateadas encontradas pela gestão Abilio ao assumir em 2025.

O secretário ainda se disse “entristecido” e afirmou que hoje se encontra mais decepcionado do que quando entrou na política.
“O que acontece? A Secretaria de Obras, a estrutura dela é muito 'pouca'. Estrutura humana e estrutura de equipamentos, não tem. A gente tentou ao longo de 2025 melhorar isso”, disse quando questionado sobre o que faltava para que os estudos fossem finalizados e chegassem ao prefeito.
“A estrutura física da Secretaria de Obra é uma vergonha. Então a gente fica entristecido. Quando me perguntaram ‘você entrou na política, o você está achando?’, eu estou mais decepcionado do que quando entrei. Porque é muito triste você ver as instituições, por exemplo, a Prefeitura, os recursos que têm e ao longo dos anos as coisas se acabando”, acrescentou.
O orçamento da Secretaria de Infraestrutura em obras previsto para 2026 na LOA (Lei Orçamentária Anual) é de R$ 523,8 milhões.
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