O senador Wellington Fagundes afirmou que o PL, sua sigla, já definiu o nome dele como candidato ao Palácio Paiaguás na eleição que ocorre em outubro. Ele descartou qualquer possibilidade de recuo para o futuro adversário no pleito, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

“Hoje, o PL é o maior partido do Brasil e de Mato Grosso e é importante que tenhamos um candidato a governador. O PL já tem definido: vamos apoiar o Flávio Bolsonaro como principal projeto a presidência da República, bem como a minha eleição para governador e o José Medeiros que é nosso candidato ao Senado”, disse o senador.
A declaração foi dada na noite desta quinta-feira (19) ao programa Roda de Entrevista, da TV Cultura Cuiabá.
Wellington irá se encontra com o ex-presidente da República Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, no próximo dia 7 de março, para tratar sobre a eleição de Mato Grosso. Em 2025, por meio de interlocutores o ex-presidente anunciou que apoiaria a candidatura de Pivetta ao Paiaguás.
Em uma articulação interna, Wellington conseguiu o apoio partidário e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto anunciou o apoio a candidatura do senador.
Questionado se Bolsonaro poderia recuar e pedir para que Wellington fosse vice de Pivetta, o senador é enfático: “Ele não vai fazê-lo”.
Segundo Wellington, ele e Bolsonaro tem um história de convivência no Congresso Nacional e por isso sua pretensão deverá ser respeitada pelo ex-mandatário.
“Nós estamos definidos. Nós somos pré-candidatos com autorização do partido nacional. Nós temos certeza que o PL iniciará a campanha unidos em um projeto: fazer com que Flávio tenha a maior votação proporcional do Brasil e claro fazer com que o PL seja forte em Mato Grosso”, disse.
“Qualquer conjectura nesse momento é natural. Mas claro, temos que convergir e estarmos todos juntos em um projeto que já coloquei aqui”, completou.
“Vamos ao embate”
Wellington também foi questionado sobre a possibilidade de a candidatura de Pivetta “rachar” os votos dos eleitores bolsonaristas, já que o vice-governador é próximo às pautas da extrema-direita.
O senador sinalizou não temer o embate e disse que a “verdadeira direita” está no PL.
“[A disputa] é natural: vamos ao embate. Quanto mais candidato é melhor pro eleitor, que terá mais oportunidade de discutir e ouvir. Eu acho ótimo que tenham muitos candidatos. [...] Se ele [Pivetta] quer se colocar como direita...”, disse.
“Mas, verdadeiramente, quem se coloca como direita hoje é o PL. Partido em que está filiado o presidente Bolsonaro, e teremos o candidato Flávio Bolsonaro, e assim outros tantos. Em Mato Grosso a direita definiu um projeto com o presidente Bolsonaro e tivemos sucesso em tudo. Porque Mato Grosso é um estado conservador”, completou.
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