O juiz Moacir Rogério Tortato, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), concedeu prisão domiciliar à cabeleireira Jheine Rodrigues Pinheiro, presa no dia 21 de agosto na Operação Ludus Sordidus, da Polícia Civil.
Ela é cunhada de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dono da Quebrada”, apontado como líder de uma facção criminosa, e teria movimentado R$ 1,3 milhão em apenas um ano.

A decisão foi publicada no dia 27 de agosto, mas só veio à tona nesta semana. O processo corre em segredo de justiça.
No documento, o magistrado determinou o uso de tornozeleira eletrônica, além da proibição de ausentar-se da residência sem prévia autorização judicial e de manter contato, por qualquer meio, com os demais investigados e comparecimento periódico em juízo para informar e justificar suas atividades.
"Advirta a investigada que o descumprimento de quaisquer dessas condições ensejará a revogação da benesse e o imediato restabelecimento da prisão preventiva", escreveu o juiz.
A Ludus Sordidus desmantelou um grupo criminoso que atuava na região metropolitana de Cuiabá, envolvido com esquema de jogos de azar, estelionatos, tráfico de drogas e lavagem de capitais ligado à uma facção criminosa.
Ainda conforme a Polícia, Jheine se declarava como cabeleireira, mas movimentou o montante milionário entre 4 de fevereiro de 2022 a 16 de julho de 2022 e 29 de dezembro de 2022 a 29 de junho de 2023. No período, ela também adquiriu veículos de luxo para o cunhado, o "Dono da Quebrada".
Foram realizadas análises de dados patrimoniais e financeiros em contas bancárias de diversos familiares e associados ao grupo, mas segundo investigação, os de Jheine eram os mais expressivos.
A operação
As investigações iniciaram em dezembro de 2023, após a interrupção de uma reunião comunitária no bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá. Na ocasião, integrantes de uma facção criminosa encerraram o encontro sob ameaças, em uma clara tentativa de demonstração de poder do grupo criminoso.
A motivação dessa dissolução seria "política", pois a irmã de um dos investigados era pré-candidata a vereadora e a reunião teria sido interpretada como um evento político, devido a presença de um secretário de Estado.
A partir da ocorrência, foi instaurado inquérito policial na GCCO/Draco para apuração dos fatos e com avanço dos trabalhos investigativos foi possível identificar um grupo da facção criminosa estruturada para a prática de crimes na região do bairro Osmar Cabral, Jardim Liberdade e adjacentes.
Ao todo a operação cumpriu 38 ordens judiciais, sendo 10 mandados de prisão preventiva, 8 de busca e apreensão, 8 sequestros de imóveis, 12 sequestros e bloqueios de contas e valores no valor de mais de R$ 13,3 milhões.
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