Cuiabá, Terça-Feira, 24 de Março de 2026
"AMEAÇAS"
04.04.2025 | 17h15 Tamanho do texto A- A+

Filho de ex-Aprosoja é preso por perseguir a ex-namorada em MT

Ele teria feito ameaças por ligações telefônicas, mensagens e vigiado locais que ela frequenta

MidiaNews

O desembargador Rui Ramos, que manteve prisão do agricultor Rafael Galvan, filho do ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan (no detalhe)

O desembargador Rui Ramos, que manteve prisão do agricultor Rafael Galvan, filho do ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan (no detalhe)

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O agricultor Rafael Galvan, filho do ex-presidente da Aprosoja-MT, Antônio Galvan, foi preso na última segunda-feira (31), em São Paulo, por determinação da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis (a 215 km de Cuiabá).

 

Indícios se fazem presentes nos registros telefônicos e mensagens eletrônicas, evidenciando o completo descaso às determinações judiciais

Ele é acusado de descumprir reiteradamente medidas protetivas imposta pela Justiça e de perseguir a ex-companheira, realizando ameaças por meio de ligações telefônicas, mensagens eletrônicas e vigilância nos locais frequentados por ela.

 

Na quarta-feira (2), o Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa, que alegava que a prisão seria uma medida extrema e desnecessária.

 

Os advogados sustentaram que não havia fatos novos de maior gravidade e que Galvan poderia responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares.

 

A liminar foi negada pelo desembargador Rui Ramos Ribeiro, que considerou que a prisão preventiva é necessária para garantir a segurança da vítima e a ordem pública.

 

“Quanto aos indícios de autoria, estes também se fazem presentes nos mencionados registros telefônicos e mensagens eletrônicas, evidenciando o completo descaso do paciente às determinações judiciais, bem como sua periculosidade concreta, ainda mais quando se constata que ele já respondia a outras duas medidas protetivas deferidas em desfavor da mesma vítima”, escreveu o magistrado.

 

Conforme o desembargador, a decisão da primeira instância foi devidamente fundamentada com base nos requisitos legais, não havendo qualquer indício de arbitrariedade.

 

“Não se evidencia qualquer fundamentação genérica ou dissociada dos fatos, tendo a decisão hostilizada apresentado razões suficientes para demonstrar a necessidade da prisão preventiva, em observância aos preceitos legais”, destacou.

 

“Diante da análise típica desse momento, não vislumbro qualquer ilegalidade ou abuso de poder a ser sanado na presente via mandamental, devendo a questão ser submetida à análise do órgão colegiado, oportunidade na qual poderá ser feito exame aprofundado das alegações, após o envio das informações e documentos probatórios pela autoridade coatora e manifestação do Parquet", decidiu. 

 

Rafael Galvan segue recluso na Cadeia Pública de Piracicaba (SP).

Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia