A juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, negou soltar o tenente da Polícia Militar Rennan Albuquerque de Melo, acusado de tentar matar a tiros um motorista de aplicativo na Capital.

A decisão foi publicada nesta terça-feira (17).
Segundo a defesa, Rennan tem filhos pequenos, entre eles um diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista, outro com TDAH e um enteado portador de paralisia cerebral grave.
Os advogados sustentaram que a presença do pai seria indispensável para os cuidados diários das crianças e solicitaram a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.
Na decisão, porém, a magistrada ressaltou que as crianças estão sob os cuidados da mãe e de familiares aptos a prestar a assistência necessária.
“Especialmente a genitora das crianças, que, embora também ré nesta ação penal, encontra-se em liberdade e permanece responsável pelo núcleo familiar”, diz trecho da decisão.
Ainda segundo a juíza, o crime cometido por um agente que deveria garantir a segurança pública revela um “completo desprezo pela vida humana” e destacou que a prisão do réu mantém a ordem pública e garante o andamento das investigações.
“Além disso, o histórico criminal desfavorável do acusado, que responde a outras ações penais em curso, revela risco concreto à ordem pública e fundado receio de reiteração delitiva. Persiste, igualmente, risco à instrução criminal, sobretudo porque testemunhas possuem vínculo de subordinação hierárquica ao acusado, o que recomenda a manutenção da custódia para garantir a regular colheita da prova”, declarou a magistrada.
A prisão
Rennan foi preso em dezembro de 2025, acusado de tentar matar um motorista de aplicativo após uma discussão de trânsito nas proximidades do Shopping Goiabeiras, em Cuiabá.
A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo na cabeça e na coxa.
Após efetuar os disparos, o policial teria comunicado falsamente o furto do veículo utilizado no crime, um Volkswagen Jetta, com o objetivo de ocultar provas.
A esposa dele, Karoline Pereira Miranda, foi responsável por registrar a ocorrência policial de furto e acabou se tornando ré no processo.
Além da tentativa de homicídio, em janeiro de 2025, Rennan teria agredido um adolescente de 15 anos no condomínio Antártica, onde o jovem mora com a família.
As agressões, conforme apurado à época, começaram enquanto o adolescente brincava na rua com amigos.
Segundo relatos de familiares, Rennan saiu para a rua e, ao perceber que seu carro, um VW Jetta branco, apresentava um risco na lataria, abordou o adolescente, enforcando-o e exigindo que ele revelasse quem havia cometido o ato de vandalismo.
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