Cuiabá, Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026
R$ 315 MILHÕES
27.01.2026 | 22h25 Tamanho do texto A- A+

Justiça defere recuperação do Grupo Ogliari, pioneiro em Lucas

Com atividades concentradas no Médio Norte, o conglomerado cultiva cerca de 11 mil hectares

Reprodução

Grupo é pioneiro no setor agrícola em Lucas do Rio Verde

Grupo é pioneiro no setor agrícola em Lucas do Rio Verde

DA REDAÇÃO

A juíza Giovanna Pascal de Mello, da 4ª Vara Especializada de Recuperação Judicial de Sinop, deferiu o pedido de recuperação judicial do Grupo Ogliari, um dos pioneiros no setor agrícola na região de Lucas do Rio Verde.

 

O grupo, formado por Dirceu Ogliari, Espólio de Esmeralda Inês Ogliari, Edineia Ogliari Pinhata, Denis Ogliari, Dirceu Ogliari Junior, além das pessoas jurídicas Muriana Transportes Ltda., Ogliari Transportes Ltda. e Santa Rita Armazéns Gerais Ltda., enfrenta severa crise, com um passivo total estimado em aproximadamente R$ 315 milhões.

 

Fundado por uma família com tradição no agronegócio, o Grupo Ogliari é reconhecido por sua contribuição ao desenvolvimento agrícola no Médio Norte de Mato Grosso. Com atividades concentradas nos municípios de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Tapurah e Nova Maringá, o conglomerado cultiva cerca de 11 mil hectares, incluindo áreas próprias e arrendadas.

 

Essa extensão territorial reflete a escala de operações do grupo, que abrange desde o plantio até o transporte e armazenamento de grãos, com forte impacto na geração de emprego e renda nas regiões em que atua.

 

Na decisão de deferimento, a Justiça reconheceu a essencialidade dos bens utilizados nas operações agrícolas. Desse modo, todos os maquinários, implementos agrícolas e caminhões gravados com alienação fiduciária foram declarados indispensáveis, impedindo qualquer retomada pelos credores durante o período de blindagem – fase inicial da recuperação judicial que protege a empresa de expropriações de bens operacionais.

 

Além disso, as áreas rurais onde são exercidas as atividades do grupo também foram resguardadas, garantindo a continuidade das operações enquanto o plano de reestruturação é elaborado para posterior análise pelos credores.

 

Como administrador judicial, foi nomeado o escritório Brizola e Japur Administração Judicial. Os honorários foram arbitrados em 1,5% do passivo concursal, totalizando R$ 2.591.534,40.

 

Essa remuneração reflete a complexidade do caso, que envolve a necessidade de uma equipe multidisciplinar com vasto conhecimento técnico e um volume significativo de dívidas e credores.

 

A ação é patrocinada pela banca da RJV Advogados, sediada em Cuiabá. O escritório atuou em algumas das maiores recuperações judiciais do setor agrícola do país, trazendo expertise em negociações com credores e reestruturações financeiras de alta complexidade.

 

Com o deferimento, inicia-se um processo que visa à reorganização das finanças do Grupo Ogliari, permitindo que ele negocie com seus credores em melhores condições, com a tranquilidade da proteção judicial do seu patrimônio e apresente um plano de recuperação judicial viável para a sua realidade financeira. 

 

"A expectativa é que, com a proteção judicial e a equipe técnica envolvida no projeto, aliado ao respeito conquistado nas mais de 3 décadas de atuação no mercado, o conglomerado consiga superar as dificuldades, renegociar o seu passivo e retomar o pleno funcionamento e crescimento das atividades empresariais, preservando de forma perene a sua história de pioneirismo e o emprego das mais de 40 famílias que tiram o seu sustento trabalhando para o grupo", disse o grupo, por meio de nota.

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