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TRIÂNGULO AMOROSO
26.08.2025 | 07h10 Tamanho do texto A- A+

TJ nega soltar empresário acusado de matar amante da esposa

Gabrel Tacca foi alvo da Operação Inimigo Íntimo, deflagrada em julho pela Polícia Civil

Montagem/MidiaNews

O empresário Gabriel Tacca, ao ser preso acusado de ser mandante de assassinato

O empresário Gabriel Tacca, ao ser preso acusado de ser mandante de assassinato

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou habeas corpus e manteve a prisão temporária do empresário Gabriel Tacca, acusado de ser o mandante do assassinato do também empresário Ivan Michel Bonotto, em março deste ano, em Sorriso (a 420 km de Cuiabá).

 

A decisão, assinada pelo desembargador Hélio Nishiyama e publicada nesta segunda-feira (25), confirma a prorrogação da prisão, determinada pela 1ª Vara Criminal de Sorriso em 13 de agosto.

 

Tacca está preso desde 15 de julho, quando foi alvo da Operação Inimigo Íntimo. O suposto executor do crime, Danilo Guimarães, também foi detido na ação.

 

De acordo com as investigações, Ivan foi esfaqueado por Danilo dentro da distribuidora de bebidas de Gabriel, após o empresário descobrir um caso extraconjugal entre a vítima e sua esposa, a médica ginecologista Sabrina Iara de Mello. Sabrina também é investigada por fraude processual, depois de admitir que apagou conversas e arquivos do celular da vítima.

 

No pedido de habeas corpus, a defesa de Gabriel argumentou que não existem provas suficientes que o vinculem ao crime, destacou que ele colaborou com as investigações,  inclusive fornecendo as senhas de seus aparelhos celulares, e alegou que não há risco de interferência nas apurações. 

 

Na decisão, porém, o desembargador destacou que a decisão que prorrogou a prisão temporária está devidamente fundamentada, considerando a complexidade do caso e a necessidade de concluir diligências pendentes, como: análise de dados extraídos dos celulares apreendidos; avaliação das informações enviadas pela plataforma Meta sobre arquivos apagados; apuração de movimentações bancárias dos investigados.

 

O magistrado também ressaltou que os primeiros depoimentos prestados por Gabriel e outros suspeitos continham informações distorcidas, que inicialmente levaram a investigação para uma linha equivocada. Segundo ele, há indícios de simulação de briga de bar, omissão sobre o relacionamento extraconjugal e tentativa de ocultação de provas.

Reprodução

Gabriel Tacca, Sabrina Iara e Ivan Bonotto

O empresário Gabriel Tacca, a esposa Sabrina Iara de Mello e Ivan Michel Bonotto

 

“Logo, a prorrogação da prisão temporária do paciente, ao menos pelo que consta dos autos até o momento, parece estar amparada em motivação concreta e idônea apta a demonstrar a imprescindibilidade da medida para garantir a conclusão adequada das investigações sem interferências, de modo que se afigura temerário promover a imediata restituição do status libertatis”, concluiu Nishiyama.

 

Traição e o crime

 

Ivan foi esfaqueado no dia 22 de março, em um bar localizado no bairro Residencial Village, de propriedade de Gabriel.

 

Após o crime, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital 3 de Maio, onde ficou internada até a data de sua morte, no dia 13 de abril.

 

Conforme revelado em investigação da Polícia Civil, Ivan era morador de Tapurah e amigo próximo do casal. Sempre que visitava Sorriso, ele se hospedava na residência de Sabrina e Gabriel.

 

Após descobrir a traição, conforme a Polícia, Gabriel contratou o comparsa, identificado como Danilo Guimarães, para executar a vítima em sua distribuidora em uma simulação de briga.

 

Porém, o crime foi filmado por câmeras de segurança, que mostraram que Gabriel atraiu Ivan até o local, onde ele foi atacado pelas costas e esfaqueado por Danilo. 

 

 

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