Cuiabá, Sexta-Feira, 2 de Janeiro de 2026
WILSON CARLOS FUAH
02.01.2026 | 05h30 Tamanho do texto A- A+

Como enfrentar a crise

O mais importante é compreender que os dissabores têm hora de chegada e partida

A palavra da moda é “crise”.


Mas quem nunca passou — ou ainda passará — por alguns dissabores na vida?


O mais importante é compreender que os dissabores têm hora de chegada e hora de partida.

 

Para isso, é fundamental desenvolver o Foco Externo, capaz de identificar a verdadeira origem da crise. Quando ela se prolonga por certo tempo, ainda pode ser suportável. Porém, quando se torna paralisante, exige criatividade imediata e ação consciente para sair do ponto zero. É preciso ter a certeza de que esse momento raro é passageiro e não permitir que a crise ultrapasse a linha do presente e se infiltre no passado da vida pessoal ou da empresa. Quando isso acontece, o desespero pode — eu disse pode — se perpetuar.

 

Não adianta propagar a crise como se fosse o fim do mundo. Tampouco usar o fracasso do vizinho como justificativa ou comparar-se com quem está em situação pior. Ao contrário: é justamente nesse cenário que devemos encher o peito de otimismo, reconhecer nossa própria força e acreditar que somos capazes. Assim, em breve, estaremos vendo a crise apenas pelas costas.

 

A primeira atitude para sair da crise é afastar do convívio as pessoas pessimistas, aquelas que acreditam que tudo está errado e nada dará certo.

 

Elas são especialistas em valorizar fracassos e enxergar apenas erros. Em tempos de crise, precisamos viver de forma seletiva, aproximando-nos de pessoas otimistas, que reconhecem nossos acertos e nos inspiram com atitudes positivas. A essas pessoas, devemos expressar gratidão e cordialidade, pois muitas vezes sua simples presença já nos fortalece.

 

Existem forças extraordinárias escondidas em nosso próprio íntimo — forças mentais poderosas — que normalmente só utilizamos em momentos de desespero ou crise. Pensamentos sem objetivos claros dispersam essa energia, diminuem o foco e fazem com que percamos oportunidades valiosas, adiando conquistas possíveis.

 

No entanto, podemos e devemos utilizar essa força mental em todos os momentos da vida. O caminho começa pelo Foco Externo, onde estão expostas as circunstâncias que nos levaram à crise. Em seguida, com o Foco Interno, devemos analisar os recursos financeiros e materiais que restaram após o “furacão”. Por fim, é essencial recorrer ao Foco Pessoal, buscando forças motivacionais, intelectuais e a experiência adquirida ao longo da caminhada para traçar, de forma planejada, um novo rumo.

 

Quando a força de vontade passa a ser a principal saída, algo extraordinário acontece: surgem auxílios de todos os lados. Opções antes escondidas pelo desespero — que cega e paralisa — tornam-se claras e acessíveis. Tudo se transforma. Passamos a sentir o amparo de uma força superior, cuja origem muitos não sabem explicar, mas que é bem conhecida por aqueles que jamais desistiram.

 

Para os otimistas, a crise não tem vez.


Ela é apenas um momento passageiro.


Os fortes lutam com todas as forças para conquistar o que parece impossível.


Basta querer profundamente — porque, quando se deseja um objetivo de verdade, tudo se torna possível.

 

Wilson Carlos Fuah é escritor, cronista e observador atento da vida política e social de Mato Grosso, é graduado em Ciências Econômica.

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. 

 

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