Cuiabá, Sexta-Feira, 2 de Janeiro de 2026
NATASHA SLHESSARENKO
02.01.2026 | 05h30 Tamanho do texto A- A+

Esperançar

Esperançar é agir. É cuidar, planejar, ouvir, fazer

 

O fim de um ano sempre nos convida à reflexão. É um tempo em que fazemos balanços, revemos escolhas e, sobretudo, olhamos para frente. Em Mato Grosso, esse exercício coletivo tem revelado um sentimento comum: a necessidade de esperança diante dos desafios que se acumulam e das transformações que o futuro exige.

Esperança, no entanto, não pode ser apenas expectativa. Gosto de usar o verbo esperançar justamente por isso. Esperançar é agir. É cuidar, planejar, ouvir, fazer. É transformar inquietações em compromissos verdadeiros com a vida real das pessoas e com o lugar onde vivemos.

Como médica, aprendi que não existe saúde sem escuta, sem diagnóstico responsável e sem decisões baseadas na realidade. O mesmo vale para a vida pública. Não há desenvolvimento verdadeiro sem atenção às pessoas, às suas necessidades cotidianas e aos contextos em que estão inseridas.

Ao longo deste ano, em encontros, conversas e visitas, ouvi histórias que se repetem. Famílias que desejam mais oportunidades, profissionais que buscam reconhecimento, jovens que querem perspectivas e trabalhadores que esperam ser valorizados e ouvidos. Esses relatos apontam para algo essencial: a importância de reconstruir vínculos, fortalecer a confiança e ampliar o diálogo com verdade e transparência.

Mato Grosso é um estado forte, diverso e cheio de potencial. Mas o potencial só se transforma em realidade quando há propósito, responsabilidade e cuidado contínuo. Esperançar é assumir que podemos fazer melhor, e que esse “melhor” começa com escuta, planejamento e compromisso com as pessoas.

Que o novo ano nos abrace e reforce ainda mais a disposição para agir, mais coragem para mudar e muita sensibilidade para cuidar. Porque quando a esperança se transforma em atitude, somos naturalmente levados a refletir sobre o que queremos de Mato Grosso: um estado que valorize as pessoas, respeite as diferenças, fortaleça o diálogo e construa o futuro com responsabilidade e humanidade.

Dra. Natasha Slhessarenko é médica há 35 anos em MT e servidora pública.

*Os artigos são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. 

 

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