Cuiabá, Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2026
ATROPELAMENTO DE IDOSA; VÍDEO
22.01.2026 | 08h30 Tamanho do texto A- A+

Advogado diz que deixou local por temer “barbaridade” de testemunhas

Em depoimento, suspeito alegou que estava “pressionado” após o acidente na Avenida da FEB

Reprodução

O delegado Christian Cabral, que colheu depoimento do advogado Paulo Roberto Gomes (detalhe)

O delegado Christian Cabral, que colheu depoimento do advogado Paulo Roberto Gomes (detalhe)

LIZ BRUNETTO
DA REDAÇÃO

Em novo trecho de seu depoimento, o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, afirmou que deixou o local do acidente por se sentir “pressionado” e por temer que testemunhas pudessem cometer alguma “barbaridade” contra ele.

Eu só fui lá quando tive garantia que eu ia chegar lá. Porque eu estava com medo de o pessoal chegar e fazer uma barbaridade comigo

 

O acidente aconteceu na manhã de terça-feira (20), na Avenida da FEB, em Várzea Grande.

 

Paulo dirigia uma Fiat Toro que atropelou a idosa Ilmis Mendes e lançou seu corpo para a pista contrária, fazendo com que ela fosse atropelada novamente e tivesse o corpo partido ao meio.

 

O advogado foi interceptado após fugir do local por um policial que estava à paisana e presenciou o acidente.

 

A declaração foi dada durante depoimento prestado ainda na tarde de terça-feira ao delegado Christian Alessandro Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

 

Durante o depoimento, o delegado confrontou o suspeito, que afirmou ter se distanciado do local do acidente com o objetivo de fazer um retorno.

 

“É se furtar das responsabilidades. O senhor foi fazer o retorno cerca de quase três quilômetros após o local do sinistro. Três quilômetros é chão pra mais de metro”, disse o delegado ao suspeito.

 

Para se defender, o advogado alegou que temia ser vítima das testemunhas. “Mas eu estava pressionado, dr. Eu estava pressionado. O pessoal que estava ali estava pressionando”, disse o advogado.

 

“Eu só fui lá quando tive garantia que eu ia chegar lá. Porque eu estava com medo de o pessoal chegar e fazer uma barbaridade comigo. Foi isso”, completou.

 

Paulo Roberto disse acreditar que estava a uma velocidade de cerca de 70 quilômetros por hora e alegou ter passado mal antes do acidente. 

 

Ele passou por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (21) e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

 

O advogado já foi condenado por outros dois assassinatos: a decapitação de sua amante, a estudante de fisioterapia Rosimeire Maria da Silva, de 25 anos, em 2004; e a morte de seu então chefe, o delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998.

 

O trecho do depoimento foi divulgado pelo programa SBT Comunidade

 

Veja:

 

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