Em novo trecho de seu depoimento, o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, afirmou que deixou o local do acidente por se sentir “pressionado” e por temer que testemunhas pudessem cometer alguma “barbaridade” contra ele.

O acidente aconteceu na manhã de terça-feira (20), na Avenida da FEB, em Várzea Grande.
Paulo dirigia uma Fiat Toro que atropelou a idosa Ilmis Mendes e lançou seu corpo para a pista contrária, fazendo com que ela fosse atropelada novamente e tivesse o corpo partido ao meio.
O advogado foi interceptado após fugir do local por um policial que estava à paisana e presenciou o acidente.
A declaração foi dada durante depoimento prestado ainda na tarde de terça-feira ao delegado Christian Alessandro Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).
Durante o depoimento, o delegado confrontou o suspeito, que afirmou ter se distanciado do local do acidente com o objetivo de fazer um retorno.
“É se furtar das responsabilidades. O senhor foi fazer o retorno cerca de quase três quilômetros após o local do sinistro. Três quilômetros é chão pra mais de metro”, disse o delegado ao suspeito.
Para se defender, o advogado alegou que temia ser vítima das testemunhas. “Mas eu estava pressionado, dr. Eu estava pressionado. O pessoal que estava ali estava pressionando”, disse o advogado.
“Eu só fui lá quando tive garantia que eu ia chegar lá. Porque eu estava com medo de o pessoal chegar e fazer uma barbaridade comigo. Foi isso”, completou.
Paulo Roberto disse acreditar que estava a uma velocidade de cerca de 70 quilômetros por hora e alegou ter passado mal antes do acidente.
Ele passou por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (21) e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
O advogado já foi condenado por outros dois assassinatos: a decapitação de sua amante, a estudante de fisioterapia Rosimeire Maria da Silva, de 25 anos, em 2004; e a morte de seu então chefe, o delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998.
O trecho do depoimento foi divulgado pelo programa SBT Comunidade.
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