Cuiabá, Terça-Feira, 3 de Fevereiro de 2026
ESQUEMA DE SONEGAÇÃO; VÍDEO
03.02.2026 | 14h10 Tamanho do texto A- A+

Defaz: empresário liderou esquema da cadeia; contador deu apoio

Grupo usava empresas registradas em nome de presos e pessoas de baixa renda para fraudar o fisco

Victor Ostetti/MidiaNews

O delegado João Paulo Firpo falou sobre operação; Fabrício Campana e Marcelo Rodrigues de Arruda (detalhe) foram alvos

O delegado João Paulo Firpo falou sobre operação; Fabrício Campana e Marcelo Rodrigues de Arruda (detalhe) foram alvos

LIZ BRUNETTO E LARISSA AZEVEDO
DA REDAÇÃO

delegado João Paulo Firpo, da Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), afirmou que o empresário e ex-detento Fabrício Campana é o líder de um complexo esquema criminoso de sonegação fiscal que atuava em operações de comercialização de grãos.

 

Ele foi preso recentemente, estava de tornozeleira e, por ordem judicial, tirou a tornozeleira

Segundo Firpo, de dentro da Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, Fabrício conseguia os dados de outros detentos ou de pessoas próximas a eles para registrar, em seus nomes, empresas de fachada.

 

O delegado disse que, segundo as investigações, o esquema funcionava com o auxílio do contador Marcelo Rodrigues de Arruda, que teve o registro de atuação profissional suspenso pelo período de 180 dias para investigação.

 

Fabrício era o principal alvo da Operação CNPJ na Cela, deflagrada na manhã desta terça-feira (3), mas não foi localizado em nenhum dos endereços em que a Polícia esteve. Até o mês de janeiro, ele estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

Apesar de não ter sido localizado, Fabrício não é considerado foragido, uma vez que o mandado não era de prisão, e sim de busca e apreensão.

 

“Ele foi preso recentemente, estava de tornozeleira e, por ordem judicial, provavelmente porque cumpriu o requisito da pena, tirou a tornozeleira. Ele era o principal alvo e não foi encontrado em nenhum dos três endereços dele: a empresa, a casa em construção e a casa em que mora”, explicou o delegado.

 

Segundo ele, a esposa de Fabrício, também alvo da operação e que não teve a identidade revelada, não foi localizada. Estavam na casa apenas familiares do casal. No local, os policiais encontraram quase R$ 27 mil em espécie.

 

“As ordens eram de busca e apreensão, não tinha prisão, cautelar de suspensão de atividade de contador e a suspensão da atividade de 21 empresas de fachada, dentre elas a que deu origem ao nome da operação, já que eles colocaram a sede de uma das empresas no presídio”, disse.

 

Operação

 

Segundo a Polícia, a operação teve início a partir de informações da Secretaria de Fazenda. O setor de inteligência identificou que empresas recém-criadas estavam com um volume muito grande de emissão de notas fiscais em operações envolvendo grãos.

 

Foi feito um levantamento das pessoas físicas que compunham o quadro societário dessas empresas, e foi identificado que muitas delas tinham passagem pelo sistema penitenciário, inclusive durante o período de constituição.

 

Outras pessoas usadas como laranjas eram de baixa renda, sem condições de movimentar os montantes declarados. Segundo a Polícia, parte dessas pessoas sequer sabia que seus nomes estavam sendo usados no esquema.

 

Veja:

 

 

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