Cuiabá, Terça-Feira, 3 de Fevereiro de 2026
OPERAÇÃO NA CÂMARA
03.02.2026 | 15h00 Tamanho do texto A- A+

Juiz impõe auditoria urgente em emendas de R$ 1 mi de Chico 2000

As emendas foram destinadas ao Instituto Ibrace para realização de duas corridas de rua na Capital

Montagem/MidiaNews

O vereador Chico 2000 foi alvo da Operação Gorjeta e afastado do cargo

O vereador Chico 2000 foi alvo da Operação Gorjeta e afastado do cargo

JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

O juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo do Juiz das Garantias de Cuiabá, determinou prazo urgente de 30 dias para a realização de auditoria em duas emendas impositivas, que somam R$ 1 milhão, de autoria do vereador afastado Chico 2000 (sem partido), alvo da Operação Gorjeta, deflagrada na semana passada.

 

Conforme decisão do magistrado, as auditorias deverão ser realizadas pela Controladoria-Geral da Prefeitura de Cuiabá. Não há informações sobre o motivo da urgência. O processo segue em sigilo. 

 

As emendas foram destinadas para Instituto Brasil Central (Ibrace), também alvo da operação, para realização da 36ª Corrida Bom Jesus de Cuiabá, no valor de R$ 600 mil, e da 6ª Corrida do Legislativo, no total de R$ 400 mil.

 

Os eventos foram realizados no ano passado. Os termos de parceria foram assinados com a Secretaria Municipal de Esportes.

 

No âmbito da Operação Gorjeta, o magistrado já havia determinado auditoria em 12 emendas parlamentares, que totalizam R$ 4,8 milhões, também com indícios de irregularidades. Nesses casos, o magistrado estabeleceu 120 dias de prazo.

 

Ao todo, seis vereadores de Cuiabá destinaram R$ 5,5 milhões em emendas parlamentares ao Ibrace. A lista inclui além de Chico 2000, Luiz Fernando (Republicanos), Kássio Coelho (Podemos), Wilson Kero Kero (PMB), Lilo Pinheiro (PP) e Dídimo Vovô (PSB).

 

A operação 

 

Também foram alvos da operação, o empresário João Nery Chiroli, dono da Chiroli Uniformes, sua esposa Magali Gauna Felismirni Chiroli, o chefe de gabinete do vereador Chico 2000 (PL), Rubens Vuolo Junior, o assessor parlamentar do vereador Mário Nadaf (PV), Joaci Conceição Silva, e Alex Jony Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace).

 

Segundo investigação da Polícia Civil, o grupo de servidores, empresários e o vereador teriam se associado para direcionar emendas parlamentares, sendo que parte dos recursos era posteriormente “devolvida” a Chico 2000, responsável pela destinação das emendas.

 

Ao todo, 75 ordens judiciais foram expedidas pelo magistrado, que incluem 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

 

Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

 

Leia mais: 

 

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