Cuiabá, Quarta-Feira, 28 de Janeiro de 2026
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28.01.2026 | 14h10 Tamanho do texto A- A+

Delegado: mãe de prefeito está proibida de acessar aposta online

Adriana Nunes Lunguinho foi alvo de bloqueio de bens e sequestro de valores e usará tornozeleira

VG Notícias

O delegado André Monteiro fala sobre a determinação de medidas cautelares a mãe de prefeito

O delegado André Monteiro fala sobre a determinação de medidas cautelares a mãe de prefeito

LARISSA AZEVEDO
DA REDAÇÃO

O delegado André Monteiro, da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, afirmou que a Justiça proibiu que Adriana Nunes Lunguinho de Almeida, mãe do prefeito de Nossa Senhora do Livramento (a 42 km de Cuiabá), Thiago de Almeida (União), baixe qualquer aplicativo de jogos online, como o Tigrinho. 

 

Foi feito o encaminhamento ao Ministério da Fazenda de proibição de jogos online da investigada

Adriana é suspeita de aplicar golpes em vítimas de Cuiabá e Várzea Grande utilizando o nome do filho, a fim de angariar recursos para manter o vício nesses jogos. 

 

A proibição é uma das medidas cautelares aplicadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, nesta terça-feira (27), conforme explicou o delegado. 

 

“Foi feito o encaminhamento para o Ministério da Fazenda de proibição de jogos online da investigada, já que há elementos que indicam que a motivação de tudo isso seja dívida em decorrência desses jogos”, afirmou o delegado ao SBT Cuiabá

 

O prefeito foi o responsável por denunciar a mãe por um esquema de golpes em moradores de Várzea Grande e Livramento. As investigações apontam que Adriana alegava às vítimas que os valores captados seriam investidos em empresas que prestavam serviços ao município.

 

Neste esquema, considerando apenas as pessoas que representaram criminalmente contra a suspeita, o prejuízo chegou a quase R$ 1 milhão. 

 

A partir disso, além da restrição em jogos, a Justiça determinou o monitoramento por tornozeleira eletrônica, a restrição de mobilidade internacional (apreensão de passaporte), e o bloqueio e sequestro de valores em contas bancárias, até o limite de R$ 1 milhão. 

 

Também foi determinada a proibição de frequentar determinados locais, como um estabelecimento de sua propriedade, e de se aproximar das vítimas, a não ser que seja por meio do advogado. 

 

A decisão ainda estabeleceu o comparecimento trimestral em juízo e o recolhimento domiciliar no período da noite.

 

Os crimes 

 

Segundo as investigações, Adriana utilizava o cargo do filho para ganhar credibilidade. Ela teria montado uma rede para conseguir empréstimos de investidores para uma suposta empresa que, segundo ela, prestaria serviços à Prefeitura de Livramento.

 

A suspeita enganava pessoas desde o fim de 2024 e estava severamente endividada devido ao jogo online. Para manter a farsa, teria conseguido recursos com vítimas e até com possíveis agiotas, pagando parte das cobranças a credores alternados, até não conseguir sustentar o golpe, no fim de 2025.

 

Adriana foi indiciada por estelionato e falsa identidade, e 14 vítimas do esquema foram identificadas. Entre elas, oito decidiram representar criminalmente contra Adriana.

 

“O objetivo das medidas judiciais é garantir que a investigada responda o processo sem risco de fuga e assegurar, na medida do possível, o ressarcimento patrimonial às vítimas”, afirmou o delegado.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Justiça impõe tornozeleira a mãe de prefeito acusada de golpes

 

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