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Investigações da Operação Showdown, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5), mostram que uma loja de sapatos e um salão de beleza de Alta Floresta eram usados para lavar dinheiro do tráfico de drogas liderado por uma família da cidade.
O esquema era liderado por Angélica Saraiva de Sá, a Angeliquinha, foragida desde agosto de 2025. As lojas, uma de calçados batizada com o nome da filha da criminosa, Kauany Shoes, e um salão de beleja identificado como Essenza Beauty, funcionavam como vitrines para ocultar a movimentação de mais de R$ 20 milhões oriundos do crime.
De acordo com as investigações, que duraram um ano e sete meses, o dinheiro do tráfico era injetado nos negócios e posteriormente misturado ao faturamento real das vendas, dificultando o rastreamento financeiro.
Além do comércio, o grupo utilizava plataformas digitais de jogos de azar on-line para simular ganhos legítimos e contava com a exploração de garimpo irregular e um prostíbulo na região, este administrado pelo pai de Angéliquinha, Paulo Felizardo, 52, preso durante a operação.
A operação, batizada de Showdown, cumpriu quatro mandados de prisão. Foram detidos em Alta Floresta Kauany Beatriz, 20, filha da líder da facção e que dá nome à loja de calçados, e o namorado dela, Guilherme Luareth, 24.
Paulo Felizardo foi localizado em um garimpo no distrito de Novo Astro, em Nova Bandeirantes. Angéliquina, considerada de alta periculosidade, segue foragida e, segundo a inteligência policial, está escondida em uma favela, a corporação não divulgou a localização para não atrapalhar as buscas.
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