O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Roveri, afirmou que, com a chegada de Raffael Amorim de Brito a Cuiabá, a prioridade das forças de segurança passa a ser esclarecer o que motivou o assassinato do sargento da Polícia Militar Odenil Alves, ocorrido em maio de 2024.

Raffael, de 31 anos, acusado de cometer o crime, foi recambiado do Rio de Janeiro para a capital mato-grossense no início da tarde deste sábado (7). A operação durou cerca de nove horas e contou com a atuação integrada do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e das polícias Civil, Militar e Penal.
“A família do subtenente Odenil, a sociedade e nós, das forças de segurança, buscamos uma resposta. Precisamos saber por que ele matou friamente um policial e pai de família exemplar, que estava em seu posto de serviço trabalhando pela segurança da população”, afirmou o secretário.
Segundo Roveri, a prisão do acusado cumpre determinação feita pelo governador Mauro Mendes logo após a morte do sargento.
“Não paramos um só dia de procurar pelo acusado. Quando confirmamos que ele estava escondido em uma favela do Rio de Janeiro, policiais dos nossos serviços de inteligência permaneceram no local até que, com o apoio da polícia carioca, fizemos a abordagem e efetuamos a prisão”, disse.
O secretário ressaltou que o Estado atua com tolerância zero contra o crime.
“Em Mato Grosso, não importa para onde o criminoso fuja. Se cometeu crime aqui, vamos buscá-lo onde estiver”, afirmou.
Tonico Pinheiro/Secom-MT
Raffael Amorim de Brito, 31 anos, chegou em Cuiabá neste sábado
Roveri citou ainda como exemplo de prisões fora do Estado o caso de Silvio Junior Peixoto, autor do duplo homicídio ocorrido em novembro de 2023 dentro do Shopping Popular, no bairro Dom Aquino. Segundo as investigações, ele veio a Cuiabá exclusivamente para executar as vítimas e foi preso em Minas Gerais. Levado a júri popular em novembro de 2025, foi condenado a 23 anos e quatro meses de prisão.
O secretário também lembrou que, no momento da prisão de Raffael, em 7 de janeiro deste ano, ele e outros suspeitos saíam da favela com a intenção de cometer outro crime, possivelmente um roubo.
“Trouxemos o acusado para Cuiabá para responder não só pela morte do sargento Odenil Alves, mas por todos os crimes que cometeu. Ele tem uma ficha criminal extensa”, reforçou.
Ao final, Roveri destacou a necessidade de dar uma resposta à família da vítima e à sociedade.
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