Cuiabá, Quarta-Feira, 11 de Fevereiro de 2026
VOTOU CONTRA INVESTIGAÇÃO
11.02.2026 | 09h40 Tamanho do texto A- A+

“Não devo porra nenhuma pro Chico”, se defende vereador criticado

Vereador foi cobrado nas redes por 'passar pano' ao votar contra comissão que investigaria colega

Montagem/MidiaNews

Os vereadores Daniel Monteiro e Chico 2000: investigação na Câmara arquivada

Os vereadores Daniel Monteiro e Chico 2000: investigação na Câmara arquivada

GIORDANO TOMASELLI
DA REDAÇÃO

O vereador Daniel Monteiro (Republicanos) se defendeu das críticas após votar contra os dois pedidos de abertura de Comissão Processante (CP) que poderiam cassar o mandato do vereador Chico 2000 (sem partido). Chico está afastado das funções por decisão judicial após ser alvo da Operação Gorjeta, em janeiro. Antes disso, já tinha sido alvo de outras duas operações em 2025.

Não sou amigo do Chico, não devo porra nenhuma para o Chico, mas é uma questão de natureza jurídica

 

A votação foi realizada na sessão desta terça-feira (10) e contou com quinze vereadores votando contra a investigação, entre eles Daniel. Outros sete foram favor e um parlamentar se absteve. Com isso, os dois pedidos de Comissão foram ‘enterrados’.

 

Em uma publicação do MidiaNews nas redes sociais, Daniel foi criticado por leitores, que o questionaram se estaria "passando pano" para o parlamentar alvo de 3 operações. Em conversa com a reportagem, disse que “não deve nada” a Chico e que defende que a Câmara abra uma comissão somente após a fase investigatória no Judiciário.

  

“A investigação está correndo e não estou falando que tem que esperar o trânsito em julgado, mas acabando a investigação, a Câmara abre a Comissão, pra aproveitar a investigação que foi feita pelo Tribunal de Justiça. Não sou contra a investigação, sou contra fazer algo de modo açodado, na hora errada”, disse.

 

“Não sou amigo do Chico, não devo porra nenhuma para o Chico, mas é uma questão de natureza jurídica. Não sou contra, tem que fazer a Comissão Processante, mas tem que acabar a investigação da primeira instância primeiro”, acrescentou.

 

“Para inglês ver”

 

Segundo Monteiro, a Câmara abrir uma investigação no momento, enquanto a Justiça também investiga o vereador afastado, seria apenas para “ganhar likes”.

 

“Acabando a fase de investigação que o Ministério Público e Polícia Civil tão protagonizando, aí a Câmara abre. O que é incoerente é ter duas investigações simultâneas, isso aí é ‘para inglês ver’. Para ganhar like”.

 

“Não tem sentido nenhum. Para que a Câmara vai fazer investigação se já tem um promotor de Justiça, delegacia da Polícia Civil e um juiz de direito investigando?”, questionou.

  

“Se a Câmara for jogar pra torcida, pode fechar o Parlamento. A Câmara tem que tomar medidas responsáveis, assentadas na lei, fundamentadas na Constituição Federal e não na opinião pública de Instagram, que isso é uma bolha”, completou.

 

Veja a publicação:

 

 

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