O secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, afirmou que a gestão passada deixou dívidas consolidadas de R$ 2,4 bilhões.

Ele diz que a má gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD) provocou o acúmulo recorrente do endividamento do município, com incapacidade de pagamento devido ao desiquilíbrio fiscal, e sempre com as despesas superando as receitas.
“Nós encontramos a Prefeitura, contando fornecedores, com mais de R$ 2,4 bilhões de dívidas na Prefeitura”, disse o secretário em entrevista ao MidiaNews.
Para estancar e fazer o controle de receitas e despesas e ter equilíbrio fiscal, relembrou, o prefeito Abilio Brunini (PL) precisou fazer o decreto de calamidade financeira nos primeiros seis meses da gestão para poder contingenciar ou reduzir gastos.
Bussiki disse que houve outros desajustes da equipe econômica de Emanuel, que não cuidou da aplicação correta dos recursos arrecadados do contribuinte ou de outras fontes de receita.
Ele relatou a desorganização generalizada em que teve que assumir como secretário, com várias dívidas e sem condições de honrá-las de imediato.
“Foram mais de 1 bilhão de reais de dívidas só com fornecedores, dentre elas, as despesas que nem sequer estavam empenhadas”, acrescentou.
O secretário diz que nem os servidores Emanuel poupou da má gestão. “Em janeiro de 2025, nós encontramos uma prefeitura com salário de dezembro atrasado, férias, alguns direitos dos servidores atrasados”, criticou.
Restos a pagar e fornecedores
Além das dívidas acumuladas, Bussiki, diz que o ex-prefeito Emanuel também ajudou os débitos de restos a pagar aumentarem ao longo da sua gestão em cinco vezes, se comparado determinado período.
“Se a gente olhar para 2016 e para 2024, a Prefeitura tinha um caixa. Tinha 62 milhões de reais de restos a pagar em 2016 e pulou para cerca de 1 bilhão de reais de dívidas com fornecedores de restos a pagar”, comparou.
O secretário Bussiki atribuiu a esse fator um dos motivos das despesas sempre serem maiores do que a receita, com saldo negativo e sem dinheiro em caixa, o que provocou a crescente dívida da Prefeitura de Cuiabá.
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