O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), afirmou que vai trabalhar para manter a unidade do grupo político na eleição deste ano, apesar do impasse interno sobre a definição do candidato ao Governo do Estado.

Segundo ele, o objetivo é fazer com que todos “marchem juntos” no processo eleitoral.
“Eu vou trabalhar e torço para que haja um entendimento e para que o nosso grupo político possa permanecer unido e para que a gente possa marchar para as eleições todo mundo junto”, afirmou em entrevista à CBN Cuiabá.
As lideranças do União Brasil tem divergido a respeito de qual nome o partido deve apoiar para a sucessão do Palácio Paiaguás. Enquanto alguns defendem uma candidatura própria com o senador Jayme Campos, outros querem que o grupo esteja ao lado do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Ao comentar a disputa interna, Garcia ressaltou que é legítimo de Jayme colocar seu nome à disposição como pré-candidato a governador. Ele lembrou que qualquer filiado tem o direito de pleitear um mandato dentro da legenda, seja senador, deputado ou outro membro do partido.
Por outro lado, o chefe da Casa Civil destacou que o governador Mauro Mendes (União) já manifestou, em diversas oportunidades, o compromisso de apoiar o vice-governador como seu candidato ao Governo.
O secretário ainda chamou atenção para o fato de que o processo neste ano é mais complexo em razão da federação formada entre o União Brasil e o Progressistas (PP).
Nesse modelo, as convenções partidárias não têm decisão isolada, já que há um acordo maior em nível nacional que orienta a definição das candidaturas.
“Quando se tem uma federação, as convenções de cada partido, elas não são definitivas, porque tem um acordo maior a nível federal, que é a federação, de como as candidaturas serão definidas”, disse.
Apesar das pressões impostas pelos membros do partido, que cobram uma resolução o quanto antes do impasse, Garcia avaliou que ainda é cedo para bater o martelo.
“Tem ainda um caminho a ser tomado até o período das convenções, até a definição final de toda essa federação, se não tiver um entendimento aqui, como é que essa decisão será tomada. Mas eu acho que ainda tem muito tempo, tem muita água para passar debaixo da ponte”.
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