O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, afirmou que a disputa eleitoral deste ano será decisiva para o futuro do país e defendeu a eleição de nomes da direita como forma de evitar o que classificou como “venezualização” do Brasil.

Segundo ele, o resultado das urnas para o Senado definirá se haverá ou não um contraponto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Medeiros avaliou que a eleição no Estado funcionará como uma espécie de consulta popular sobre o destino político do ex-presidente e o equilíbrio entre os Poderes.
“Na verdade o que a gente vai ter aqui é uma espécie de plebiscito. Se você quer manter Bolsonaro preso, é só não votar em um candidato dele, porque se nós não fizermos o maior número de cadeiras no Senado, nós vamos ter praticamente a consolidação dessa venezualização do Brasil”, afirmou à imprensa.
Na avaliação do deputado, a concentração de poder nas mãos do Judiciário representaria uma ameaça à democracia.
“Alexandre de Moraes e mais alguns ministros mandando em tudo e o restante todo mundo de cabeça baixa”, disse.
O deputado criticou ainda alguns partidos de outros pré-candidatos ao Senado, como da deputada estadual Janaina Riva (MDB) e do senador Carlos Fávaro (PSD), que, na opinião dele, contribuíram para a prisão do ex-presidente mesmo se dizendo de Centro e Centro-Direita.
“Eu penso o seguinte, o estado de Mato Grosso, o presidente Jair Bolsonaro teve mais de 60% dos votos. Hoje, ele está preso por causa do pensamento de boa parte dos partidos desses pré-candidatos aí. Quem mantém Jair Bolsonaro preso? PSD, PMDB e vários outros partidos aí do Centrão”, afirmou.
Desafiou adversários
Questionado sobre o fato da deputada Janaina ter posicionado o MDB para o lado da direita ao assumir a presidência do partido no Estado, Medeiros não quis comentar, mas lançou um desafio público aos adversários relacionado à postura frente ao STF.
“Eu não vou fulanizar ninguém, eu só deixo aqui um desafio. Já existem crimes, comportamento completamente patentes, eu deixo aqui esse desafio aos pré-candidatos para redigirem hoje ainda um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e protocolar no Senado”, afirmou.
Para Medeiros, a iniciativa serviria como demonstração de compromisso político.
“Deixo isso aqui porque aí mostra para o eleitor que quando chegar lá essa pessoa não vai estar, vamos dizer assim, com medo de fazer esse enfrentamento. E eu tenho dito, não é um enfrentamento contra o STF, é um enfrentamento contra condutas vedadas, contra quem trabalha contra a sociedade”, disse.
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