O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) acolheu recurso da defesa do investigador da Polícia Civil Sanderson Ferreira de Castro Souza, de 43 anos, e o absolveu do crime de estupro conta a ex-companheira, a personal trainer Débora Sander, de 44.

Em julho de 2025, ele foi condenado a 15 anos de prisão em regime fechado por lesão corporal, violência psicológica e estupro. Com a decisão, a pena foi reduzida para 1 ano e 9 meses em regime aberto. Ele será solto nesta quarta-feira (11).
A decisão foi relatada pelo desembargador Lidio Modesto da Silva Filho. O recurso foi apreciado em sessão virtual pela Quarta Câmara Criminal, na terça-feira (10).
Ao MidiaNews, o advogado Ricardo Monteiro, que representa o policial civil, disse que apresentou recurso de apelação contra a alegação da vítima, que não apresentou comprovação da acusação de estupro.
“Não tem nenhum exame, não existe absolutamente nada, somente a palavra dela. A palavra da mulher tem muito valor, só que precisa ter alguma prova que colabore. No caso dela, não tem nenhuma prova, absolutamente nada”, afirmou o advogado.
“Com isso, o tribunal daqui, acompanhando até jurisprudência do STJ, absolveu ele do estupro, e ele foi readequado à sentença para um ano e nove meses no regime aberto”, completou.
O caso
REPRODUCAO
A personal trainer Débora Sander publicou imagens do rosto ferido em seu perfil no Instagram
No dia 1º de agosto, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra Sanderson Souza, em operação que investigou crimes no âmbito da violência doméstica contra a então namorada, Débora Sander.
Dias antes, em 19 de julho, a vítima denunciou através das suas redes sociais que teria sofrido uma série de agressões por parte do ex-companheiro. O caso gerou repercussão e ela ganhou o apoio de diversas autoridades, inclusive da primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes.
Ela relatou que estava se relacionando com o investigador há dois anos e que o relacionamento sempre foi marcado por violência psicológica e financeira, mas a situação piorou quando começou a ser agredida fisicamente, no dia 3 de agosto.
"Não vou ficar com um homem armado, ameaçando meu filho e a mim. Ele fala que meu filho vai chorar e vai sofrer muito ainda. Por isso, saí para me proteger, mas ainda estou com várias lesões no corpo", relatou.
Débora disse ainda que, quando tentou denunciá-lo pela primeira vez, o ex teria dito que "polícia ajuda polícia" e que a denúncia dela não o afetaria.
Ela afirmou que se sentiu coagida pelos outros policiais que tentavam convencê-la de não realizar a denúncia e voltar para casa "para acobertar o acontecimento".
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