Cuiabá, Quarta-Feira, 11 de Fevereiro de 2026
CPI E ASSINATURAS ANTIGAS
11.02.2026 | 11h00 Tamanho do texto A- A+

"AL tem dever de agir na legalidade; me pareceu muito estranho"

Wilson Santos fez manobra e usou requerimento antigo para conseguir emplacar comissão

Victor Ostetti/MidiaNews

O governador Mauro Mendes: Fatos já foram investigados pelo MPE

O governador Mauro Mendes: Fatos já foram investigados pelo MPE

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O governador Mauro Mendes (União) classificou como “estranha” a manobra feita pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD) para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde Estadual. 

 

Vamos fazer o debate legislativo sobre isso. Me pareceu muito estranho essa atitude nesse momento

Para emplacar a investigação, Wilson usou um requerimento antigo assinado por sete parlamentares em 2023, sem consultá-los novamente se são favoráveis à abertura da CPI. Três deputados disseram que Wilson agiu de má-fé, pois são contra a comissão.

 

A CPI tem como objetivo apurar suspeitas da Operação Espelho, deflagrada em 2021, que investigou supostas irregularidades na execução de contratos de serviços de médicos durante a pandemia da Covid-19. 

  

Em conversa com a imprensa na manhã desta quarta-feira (11), Mendes disse que requerimento trata de fatos de 2023 já investigados pelo Ministério Público e pela Polícia. 

 

“Esse fato é muito curioso: ele se reporta a assinaturas coletadas em 2023. Eu fiquei sabendo que alguns deputados que já entraram com pedido na Assembleia Legislativa para exclusão dos seus nomes, porque não existe contemporaneidade neste pedido”, disse.

 

“São fatos que já foram investigados pelo Ministério Público e Polícia, já foram concluídos e os responsáveis já foram denunciados. Não tem nenhum fato novo. Mas... Não tem problema. Vamos fazer o debate legislativo sobre isso. Me pareceu muito estranho essa atitude nesse momento”, acrescentou.

 

Questionado se crê que Wilson agiu de má-fé, Mendes diz que viu “alguns deputados falando sobre isso”. 

 

“Ruídos desnecessários”

 

Wilson emplacou a investigação em ano eleitoral, em que ele tenta a reeleição e Mendes é pretenso candidato ao Senado. O governador afirmou ser “natural” esse tipo de articulação nesse período, mas citou a necessidade de lealdade ao cargo público.

 

“É natural que em ano eleitoral surjam questões com vários objetivos. Tem deputados que estão em um partido e podem estar alinhados com partido B ou C. O que acho lamentável é que haja uma confusão desses papeis”, disse. 

 

“Todo mundo tem o direito de ser candidato, mas todos tem o dever de serem leais com o exercício do cargo que nós temos, agindo corretamente, e não criando barulhos ou ruídos desnecessários”, completou.

 

Operação Espelho

 

As investigações feitas incialmente realizadas por órgãos do Estado foram remetidas à Justiça Federal após ser constatado a existência de recursos federais. Em setembro de 2024, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu a ação.

 

Antes disso, contudo, o Ministério Público do Estado denunciou 22 pessoas, entre agentes públicos e médicos empresários e pediu a reparação dos danos causados aos cofres públicos na ordem de R$ 57,5 milhões e a declaração da perda dos cargos públicos de três denunciados.

 

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