O governador Mauro Mendes (União) anunciou que vai apresentar uma proposta para a aquisição definitiva da Santa Casa, encerrando o imbróglio judicial e político envolvendo a venda do hospital.

Segundo o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, a oferta a ser apresentada ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) será de R$ 25 milhões em parcela única. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (11), no Palácio Paiaguás.
Mendes explicou que dois serviços oferecidos na unidade, de oncologia e hemodiálise infantil, não poderiam ser transferidos para outro local, como o Hospital Central, que era a ideia inicial do Governo.
Com isso, a Santa Casa continuará ofertando esses dois serviços e manterá outros, que ainda serão definidos após a aquisição.
“O Governo vai apresentar proposta de aquisição em definitivo da Santa Casa e manteremos dois serviços. Em breve apresentaremos quais outros serviços iremos manter lá. Não temos outra alternativa para transferir esses dois atendimentos”, afirmou Mendes durante o anúncio.
“Ao longo do tempo, iríamos transferir 100% das funções da Santa Casa para o Hospital Central, mas dois serviços não conseguimos migrar: oncologia e hemodiálise infantil. Tentamos o Hospital do Câncer, mas ele não consegue responder à demanda. E não podemos deixar de fornecer esse serviço”, acrescentou.
Mendes relembrou que o Governo assumiu a unidade em 2019, após a antiga gestão da Prefeitura de Cuiabá deixar o hospital, que é filantrópico, fechado por 60 dias. Na ocasião, o Executivo estadual reabriu a unidade e realizou investimentos para retomar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Ficou 60 dias fechada após ser abandonada pela Prefeitura, e o Governo teve a iniciativa de retomar aquilo. Foi uma decisão assertiva, pois logo veio a pandemia, e a Santa Casa foi um dos principais equipamentos que ajudaram a salvar vidas na Baixada Cuiabana”, disse.
O imbróglio judicial
A Justiça do Trabalho determinou o leilão do imóvel da Santa Casa, avaliado em R$ 78,2 milhões, para quitar dívidas trabalhistas.
As primeiras tentativas de venda, no entanto, fracassaram por falta de interessados, e o processo evoluiu para a análise de propostas abaixo do valor de avaliação.
Nos últimos meses, vieram a público ofertas de entidades privadas, incluindo uma proposta em torno de R$ 20 milhões e outra de R$ 40 milhões, ambas ainda sob análise judicial e sem homologação.
Apesar das outras ofertas, a legislação garante direito de preferência à União, ao Governo do Estado e ao Município de Cuiabá.
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