O secretário municipal de Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, afirmou que não irá mais autorizar cortes no asfalto das vias da Capital sem que as empresas responsáveis apresentem informações técnicas detalhadas e garantias de que o serviço de recomposição será concluído com qualidade.

Atualmente, diversas ruas da cidade apresentam buracos, remendos mal feitos e desníveis no pavimento após intervenções no asfalto, principalmente em obras nas redes de água e esgoto. A situação tem se tornado uma das principais reclamações dos motoristas em Cuiabá.
Segundo Teixeira, a Secretaria de Obras passou a exigir que todas as empresas sigam rigorosamente as diretrizes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), com a inclusão de critérios técnicos específicos adaptados à realidade da Capital.
O secretário explicou que todas as empresas estão sendo oficialmente notificadas e que a liberação de novos serviços ficará condicionada à apresentação de projetos e informações técnicas que assegurem a qualidade da recomposição do asfalto.
“Nós não vamos autorizar nenhum tipo de corte se não houver todas as informações técnicas necessárias para termos tranquilidade ao conceder essas autorizações. A qualidade do serviço terá que ser comprovada. Caso contrário, não haverá autorização para o corte, ao menos por parte da Secretaria de Obras”, afirmou em entrevista ao programa Opinião, da TV Pantanal.
Ele ressaltou que já existem normas da ABNT que estabelecem as diretrizes para a recomposição do pavimento, mas que o município decidiu acrescentar exigências específicas. “Já existe uma norma da ABNT que orienta como deve ser feita essa reposição. Nós acrescentamos alguns detalhes, adequando à realidade de Cuiabá, e estamos oficiando todas as empresas sobre como o serviço deverá ser executado daqui para frente”, completou.
Teixeira destacou ainda que o problema é agravado por cortes realizados por condomínios, empresas privadas e concessionárias, como a Águas Cuiabá e a CS Mobi. Segundo ele, a situação da malha asfáltica da Capital é crítica.
“Estamos realizando, desde o início do ano, um levantamento da malha asfáltica de Cuiabá e constatamos que ela está destruída de norte a sul e de leste a oeste. O que percebemos é uma reposição de qualidade muito ruim”, declarou.
Por fim, o secretário garantiu que a implantação das novas normas será feita de forma gradativa, sem imposições abruptas às empresas, e baseada em estudos técnicos elaborados pela equipe da Secretaria de Obras.
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