Servidores do Estado solicitaram uma reunião com o governador Mauro Mendes (DEM) para discutir, dentre outras questões, a dificuldade do Executivo em quitar a folha de pagamento.
O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (03), no Gabinete do governador, pelo Fórum Sindical, que representa os mais de 100 mil servidores públicos de Mato Grosso. Expectativa é de que o encontro ocorra antes do dia 10 de janeiro.
A extensa pauta inclui, além do salário de dezembro, décimo terceiro de parte dos servidores, a Revisão Geral Anual (RGA), a retenção compulsória das contribuições voluntárias dos sindicalizados, plano de carreiras, Previdência; transparência fiscal, receitas do Estado, isenções, fundos e transferências da União.
Ainda constam questões relacionadas às despesas com pessoal, correntes, investimentos e transferências de recursos para os municípios.
No documento, os servidores pedem urgência na definição da data da reunião por causa do atraso salarial e do não pagamento do 13º salário dos servidores que fazem aniversário nos meses de novembro e dezembro.
Apesar da situação das contas públicas, os servidores querem demonstrar abertura para o diálogo com o novo Governo, mas querem acertar as questões para contribuir, conforme o presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil (Sindepojuc), Davi Nogueira.
“Resolver essas questões salariais têm que ser prioridade para que o governo possa ter o servidor público trabalhando a seu favor, ajudando a aumentar a arrecadação e, consequentemente, melhorar a qualidade dos serviços públicos. É importante lembrar que o trabalhador de um modo geral executa suas funções em decorrência de receber o seu salário. Quando isso é descumprido, gera uma insegurança e desmotivação. E servidor desmotivado é aquele que não produz. Então, se o governador está pedindo ajuda dos servidores para melhorar as condições difíceis do estado, tem que motivá-los, caso contrário, não há como se cumprir o desejo do governo”, afirmou Davi.
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5 Comentário(s).
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| Antonio 04.01.19 15h10 | ||||
| Caro edmalvadeza, a Contribuição a qual o colega se refere é aquela que o servidor faz espontaneamente. Não se trata daquele desconto compulsório. É a forma como os Sindicatos se mantém. Essa não está sendo repassada e acaba por inviabilizar os próprios Sindicatos, com o passar do tempo. | ||||
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| Clarice 04.01.19 14h45 | ||||
| O diálogo sempre é a melhor saída! | ||||
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| Luiz 04.01.19 14h21 | ||||
| Como perguntar não ofende. Gostaria de saber do sindicalista o seguinte: Servidor Público exclusivamente comissionado não teria o mesmo direito do servidores efetivos? | ||||
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| Pedro Paulo silva 04.01.19 12h18 | ||||
| Na reuniao com o governador não esqueça dos médicos do regional de caceres que não recebe seu salário desde outubro 2018 , são humanos e temos que pagar escola, pagar contas e comer a situacao aqui é caótica . | ||||
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| edmalvadeza 04.01.19 11h29 | ||||
| Retenção compulsória de contribuição sindical? Isso pode? Fala sério esse sindicato só pensa nele, até agora ficou no agua com açucar. Só vai endurecer se o estado não retiver a contribuição compulsória, que é ilegal... | ||||
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